Mundo
Quase ¾ dos sítios Património Mundial ameaçados pela falta ou excesso de água
Quase 75 por cento dos cerca de 1.200 sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO enfrentam atualmente graves ameaças relacionadas com a água. Seja por escassez, seja por inundações, e em alguns casos pelas duas situações alternadas.
O alerta surge num relatório divulgado pelo Instituto de Recursos Mundiais (WRI) e pela agência das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
O estudo, que analisou 1.172 sítios não marinhos reconhecidos pela UNESCO, revela que 73 por cento estão em risco, 40 por cento dos quais sofrem de falta crónica de água ou “stress hídrico” e 33 por cento têm risco elevado de inundações. Um em cada cinco locais enfrenta ambos os extremos no espaço de apenas um ano.
As áreas mais ameaçadas concentram-se no Médio Oriente, Norte de África, partes do Sul da Ásia e norte da China. Entre os exemplos mais críticos estão o Ahwar, no sul do Iraque, uma região que integra zonas húmidas e sítios arqueológicos da antiga Mesopotâmia e as Cataratas Vitória, entre a Zâmbia e o Zimbabué, ambas seriamente ameaçadas pela escassez de água.
Já no caso das inundações, destacam-se o sítio arqueológico de Chan-Chan, no Peru, e os santuários de aves migratórias ao longo da costa do Mar Amarelo e do Golfo Bohai, na China."A água deve ser reconhecida como um bem comum da humanidade", defendem os autores, sublinhando que proteger estes locais é também uma questão de resiliência climática e justiça intergeracional.
O relatório antecipa que a situação se irá agravar nas próximas décadas. Estima-se que em 2050, cerca de 44 por cento dos sítios deverão enfrentar níveis elevados ou extremos de stress hídrico, face aos 40 por cento atuais.
Ainda assim, os especialistas acreditam que é possível reverter a tendência se forem implementadas medidas eficazes a nível local, nacional e internacional. Entre as soluções propostas estão a plantação de árvores, a recuperação de zonas húmidas e a gestão mais sustentável dos recursos hídricos.
O estudo, que analisou 1.172 sítios não marinhos reconhecidos pela UNESCO, revela que 73 por cento estão em risco, 40 por cento dos quais sofrem de falta crónica de água ou “stress hídrico” e 33 por cento têm risco elevado de inundações. Um em cada cinco locais enfrenta ambos os extremos no espaço de apenas um ano.
As áreas mais ameaçadas concentram-se no Médio Oriente, Norte de África, partes do Sul da Ásia e norte da China. Entre os exemplos mais críticos estão o Ahwar, no sul do Iraque, uma região que integra zonas húmidas e sítios arqueológicos da antiga Mesopotâmia e as Cataratas Vitória, entre a Zâmbia e o Zimbabué, ambas seriamente ameaçadas pela escassez de água.
Já no caso das inundações, destacam-se o sítio arqueológico de Chan-Chan, no Peru, e os santuários de aves migratórias ao longo da costa do Mar Amarelo e do Golfo Bohai, na China."A água deve ser reconhecida como um bem comum da humanidade", defendem os autores, sublinhando que proteger estes locais é também uma questão de resiliência climática e justiça intergeracional.
O relatório antecipa que a situação se irá agravar nas próximas décadas. Estima-se que em 2050, cerca de 44 por cento dos sítios deverão enfrentar níveis elevados ou extremos de stress hídrico, face aos 40 por cento atuais.
Ainda assim, os especialistas acreditam que é possível reverter a tendência se forem implementadas medidas eficazes a nível local, nacional e internacional. Entre as soluções propostas estão a plantação de árvores, a recuperação de zonas húmidas e a gestão mais sustentável dos recursos hídricos.