EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Quem "copia a extrema-direita acaba devorado por ela" diz Líder dos socialistas europeus

Quem "copia a extrema-direita acaba devorado por ela" diz Líder dos socialistas europeus

A presidente do Grupo Parlamentar dos Socialistas (S&D) no Parlamento Europeu, Iratxe Garcia, acusou hoje o primeiro-ministro português de se "ajoelhar à extrema-direita", avisando que "aqueles que copiam a extrema-direita acabam por ser devorados por ela".

Lusa /
Paulo Novais - Lusa

Num discurso na cerimónia de abertura do 25.º Congresso do PS, em Viseu, a eurodeputada espanhola, que lidera a bancada da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, começou por afirmar que o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, é a "pessoa certa para liderar o partido" e levará os socialistas novamente para o Governo.

"E governará para servir a maioria, não os interesses de alguns. Porque é essa a essência do nosso projeto", acrescentou, argumentando que este projeto "demonstrou mais uma vez a sua força com a vitória de António José Seguro nas eleições presidenciais".

Para Iratxe Garcia, a vitória de Seguro "não é apenas uma vitória eleitoral, é uma vitória moral" e uma vitória de um Portugal aberto, pró-europeu, solidário e "contra o Portugal fechado, isolado e reacionário da extrema-direita".

A eurodeputada criticou o projeto da direita portuguesa e o atual Governo, afirmando que o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, é um líder "sem credibilidade na Europa, sem iniciativa e sem voz" e que falha no essencial, como na "defesa do direito internacional perante um guerra ilegal que nunca deveria ter começado".

"Entretanto, se observarmos atentamente, outros líderes progressistas, como Pedro Sánchez e António Costa, defenderam claramente a paz e o direito internacional. O Governo de Montenegro optou pelo silêncio e pela irrelevância", atirou.

Iratxe Garcia acrescentou que o problema do executivo não é só internacional, mas também nacional, com a falta de medidas para "famílias a sofrer com a inflação e o aumento de vida" e uma política do polarização.

A socialista argumentou que Montenegro em vez de resolver problemas "cria inimigos, atacando aqueles que são diferentes" como imigrantes e pessoas trans e, em vez de liderar, opta por "ajoelhar-se à extrema-direita".

"A direita rendeu-se à retórica da extrema-direita. E a história, meus amigos, é clara. Aqueles que copiam a extrema-direita acabam por ser devorados por ela", atirou.

PUB