Quénia: Recrutamento forçado de africanos. Ministro alvo de acusações

Quénia: Recrutamento forçado de africanos. Ministro alvo de acusações

Catarina Miranda - RTP /
291 vítimas do "recrutamento militar irregular" pela Rússia são apresentadas como uma estimativa oficial do Estado queniano, incluindo 19 mortos e 32 desaparecidos. Já os serviços de informação quenianos, num relatório a que a Agence France-Presse (AFP) teve acesso, apontam para mais de 1.000 casos e indicam possíveis cumplicidades dentro do Estado.
O nome de Alfred Mutua continua a constar no site oficial da Presidência do Quénia como responsável pelo Ministério do Trabalho e Proteção Social, apesar de referências a possíveis alterações governamentais em diferentes momentos segundo algumas fontes de informação.

Em video:

"Este meu filho, se estiver morto...o governo deveria fazer um esforço e trazer-me o corpo de volta mesmo que seja para o enterrar, deixem-me enterrá-lo para que eu saiba que enterrei o meu filho." suplica Josephine Ngoya, mãe de Erastus Mundial.

O ministro dos Negócios Estrageiros, Wycliffe Musalia Mudavadi, contraria as informações divulgadas e fala em adesão voluntária e com pleno conhecimento do recrutamento da Rússia.

O ativista da Vocal Africa, Odhiambo Ojiro, diz que o ministro "Alfred Mutua, tanto enquanto indivíduo como enquanto ministro, é diretamente responsável e deve ser acusado."
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