RDCongo aguarda hoje por lista de candidatos para eleições de dezembro
Kinshasa, 24 ago (Lusa) -- Os congoleses aguardam para hoje a publicação da lista provisória de candidatos para as eleições de 23 de dezembro na República Democrática do Congo (RDCongo), com os olhos voltados para a comissão eleitoral, que mantém o suspense.
"Os trabalhos de deliberação para as candidaturas às eleições legislativas nacionais e presidenciais começaram na segunda-feira, 20 de agosto 2018 e seguiram normalmente até quinta-feira, 23 de agosto 2018, até 23:10 horas", indicou um breve comunicado da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI).
"No entanto, dado o elevado número de pedidos de candidaturas às legislativas nacionais (15.450), esse trabalho continuará até ao esgotamento dos `dossiers`", referiu o comunicado, sem dar maiores detalhes.
A imprensa local estava em contagem regressiva para a apresentação da lista de candidatos na manhã de hoje.
Com o título "Lista provisória dos candidatos presidenciais: Passa ou Quebra", o diário Le Potentiel referiu que as "deliberações de alto risco" são um "teste de credibilidade para a CENI".
Os meios de comunicação também divulgaram rumores de uma eventual invalidação da candidatura de dois membros importantes da oposição, o do ex-líder rebelde Jean-Pierre Bemba (Movimento de Libertação do Congo /MLC) e o de Félix Tshisekedi (União para a Democracia e para o Progresso Social /UDPS).
O Presidente Joseph Kabila, que não se pode apresentar à reeleição, nomeou o ex-ministro do Interior Emmanuel Ramazani Shadary como candidato da coligação governista Frente Comum do Congo (FCC).
A CENI recebeu 25 candidaturas às eleições presidenciais de dezembro.
Desde a designação de Ramazani Shadary, os partidários de Kabila multiplicaram as homenagens ao seu líder, com grandes cartazes do Presidente, com a bandeira congolesa nas suas mãos e sob o lema: "Respeitar a Constituição. Joseph Kabila, ele disse, ele fez".
O segundo e último mandato do Presidente terminou a 20 de dezembro de 2016. Desde então, as eleições no país foram adiadas por duas vezes.