Registados 3.500 novos casos de tuberculose em Luanda, desde Janeiro

Registados 3.500 novos casos de tuberculose em Luanda, desde Janeiro

As autoridades sanitárias registaram cerca de 3.500 novos casos de tuberculose em Luanda desde o início do ano, disse hoje à Agência Lusa o director do Dispensário Anti- Tuberculose e Lepra da capital angolana, Josef Nsuka.

Agência LUSA /

"Desde Janeiro, foram registados cerca de 2.500 novos casos de tuberculose nos nove centros de atendimento existentes em Luanda e 1.008 novos casos no Sanatório de Luanda", afirmou aquele responsável.

Segundo Josef Nsuka, os nove centros de atendimento para doentes de tuberculose que funcionam na capital angolana assistem, em média, mais de uma centena de pessoas por dia, em regime ambulatório.

"Mais de 100 doentes recebem diariamente tratamento ambulatório no dispensário e nos centros de atendimento", salientou.

O director do Dispensário de Luanda referiu ainda que a maior parte dos casos de tuberculose registados em Luanda ocorreram nos municípios do Rangel, Kilamba Kiaxi, Viana, Cacuaco e Cazenga.

Para tratar estes doentes, Josef Nsuka afirmou que existem medicamentos suficientes, frisando a necessidade dos doentes cumprirem todo o tratamento necessário para curar a doença.

"Não temos falta de medicamentos", assegurou, admitindo que um dos maiores problemas na luta contra a tuberculose está relacionado com a interrupção do tratamento por muitos doentes.

Nesse sentido, salientou a importância das campanhas de sensibilização que têm vindo a ser realizadas para alertar a população para os perigos desta doença, que pode ser curada se for detectada a tempo e cumprido todo o tratamento necessário.

No ano passado, foram registados 20.301 novos casos de tuberculose em Angola, surgindo a pobreza e as deficientes condições sanitárias como as principais causas para o elevado número de doentes.

No final de 2004, as autoridades sanitárias angolanas tinham registados 36.480 doentes com tuberculose em todo o país, o que representava um aumento de cerca de 2.000 casos em relação ao ano anterior.

As províncias angolanas mais afectadas são Luanda, que registou 11.518 novos casos no ano passado, seguindo-se Benguela (9.874) e Huambo (1.768).

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