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Reino Unido enfrenta epidemia sem precedentes de meningite bacteriana

Reino Unido enfrenta epidemia sem precedentes de meningite bacteriana

Morreram dois estudantes e foram registados cerca de 20 casos. O Governo britânico fala de um "incidente nacional".

Um Olhar Europeu com Franceinfo /
Discoteca The Club Chemistry em Canterbury, no Reino Unido. Google Street View



A maioria das pessoas afetadas tinha ido a um clube noturno de Canterbury. Foi registado um caso em França: uma pessoa que tinha regressado recentemente a casa e que estuda no Reino Unido.

À porta das farmácias de Kent, no sudeste de Inglaterra, os estudantes fazem fila para se vacinarem contra a meningite bacteriana, à medida que as reservas se esgotam. 

A epidemia é tão grave que está agora a ser tratada como um incidente nacional.

Dois estudantes de 18 e 21 anos morreram e outros 13 estão hospitalizados em estado grave

A situação está a evoluir rapidamente e "podem registar-se outros casos", advertiu a agência de saúde britânica, UKHSA, num comunicado publicado esta quarta-feira.
Campanha de vacinação preventiva

De acordo com o Ministro da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, a maioria dos casos teve origem num clube noturno de Canterbury há cerca de dez dias. 

"Trata-se de uma epidemia sem precedentes. A situação está também a evoluir muito rapidamente", confirmou ainda o ministro. 

A maioria dos casos estão ligados à discoteca Club Chemistry nos dias 5, 6 e 7 de março. A discoteca foi encerrada "voluntariamente".

De acordo com o proprietário da discoteca, mais de 2.000 pessoas visitaram o estabelecimento durante estas três noites. Para tentar travar a epidemia, foram administradas 700 doses de antibióticos "preventivos" aos jovens que podem ter estado expostos e cinco mil estudantes das residências universitárias de Kent vão receber vacinas prioritárias.Um caso francês
Em França, o Ministério da Saúde confirmou que uma pessoa se encontra hospitalizada em estado estável em França. A pessoa em causa frequentava a Universidade de Kent.

Seis dos casos identificados, incluindo os dois estudantes que morreram, envolveram infecções meningocócicas "pertencentes ao grupo B", que são raras mas muito graves. Se não forem tratadas, estas infeções podem ser fatais muito rapidamente e, mesmo que sejam tratadas, podem resultar numa alta taxa de mortalidade, bem como elevado risco de sequelas.

Gaële Joly - Radio France / 18 março 2026 11:37 GMT

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa - RTP
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