Mundo
Reino Unido. Nigel Farage anuncia demissão perante polémica com doações financeiras
O líder do partido populista Reform UK explicou que a demissão é um ato de protesto "contra o sistema" e garante que vai lutar pela reeleição.
Nigel Farage, líder do partido populista Reform UK, anunciou esta terça-feira que vai renunciar ao cargo de parlamentar para disputar uma nova eleição local "contra o sistema", no contexto de uma polémica relacionada com doações financeiras.
“Refleti bastante sobre o assunto e decidi hoje renunciar ao meu cargo de membro do parlamento por Clacton-on-Sea, o que provocará uma eleição suplementar, que espero que aconteça em breve, e concorrerei a esta eleição suplementar”, anunciou Farage numa declaração em vídeo, acrescentando que “o povo de Clacton deve ser o juiz das [suas] ações”.
A demissão é um protesto de Farage, que está a ser alvo de um intenso escrutínio em relação às suas finanças nos últimos meses, estando envolvido em casos de donativos não declarados de apoiantes.
“Refleti bastante sobre o assunto e decidi hoje renunciar ao meu cargo de membro do parlamento por Clacton-on-Sea, o que provocará uma eleição suplementar, que espero que aconteça em breve, e concorrerei a esta eleição suplementar”, anunciou Farage numa declaração em vídeo, acrescentando que “o povo de Clacton deve ser o juiz das [suas] ações”.
A demissão é um protesto de Farage, que está a ser alvo de um intenso escrutínio em relação às suas finanças nos últimos meses, estando envolvido em casos de donativos não declarados de apoiantes.
"É uma oportunidade de mostrar o dedo do meio ao sistema, de lhes dizer francamente para onde devem ir. E é por isso que vou apresentar a minha candidatura a esta eleição suplementar", sublinhou.
O líder dos reformistas expressou o seu descontentamento contra o que chamou de "ataque em massa" dos meios de comunicação social e de outros partidos por causa dos presentes que recebeu dos seus apoiantes.
"Não tolerarei que nenhum membro da minha família seja colocado em perigo por causa das minhas escolhas na vida pública. Por isso, sim, podem perguntar se estou zangado, e nunca estive tão furioso na minha vida", disse.
"Esta será uma eleição suplementar do povo contra o sistema", disse Farage. "Lutarei para vencer. Lutarei para dar continuidade à revolução política iniciada pelo Reform", acrescentou.
"Não fiz nada de errado"
Farage enfrenta há semanas acusações crescentes sobre as suas finanças, rejeitando repetidamente qualquer acusação.
“O Parlamento tem as suas regras sobre como os membros devem comportar-se, e acredito que obedeci integralmente a essas regras, sempre com o auxílio de uma assessoria jurídica sólida”, acrescentou, afirmando: “Ganhar dinheiro não é crime”.
If I lose, they win. If they win, you lose.
— Nigel Farage MP (@Nigel_Farage) July 7, 2026
If you lose, Britain will forever be broken and nothing will change. We will prevail.
My message to the people of Clacton. 👇 pic.twitter.com/j9LCX2v0Dw
O líder dos reformistas expressou o seu descontentamento contra o que chamou de "ataque em massa" dos meios de comunicação social e de outros partidos por causa dos presentes que recebeu dos seus apoiantes.
"Não tolerarei que nenhum membro da minha família seja colocado em perigo por causa das minhas escolhas na vida pública. Por isso, sim, podem perguntar se estou zangado, e nunca estive tão furioso na minha vida", disse.
"Esta será uma eleição suplementar do povo contra o sistema", disse Farage. "Lutarei para vencer. Lutarei para dar continuidade à revolução política iniciada pelo Reform", acrescentou.
"Não fiz nada de errado"
Farage enfrenta há semanas acusações crescentes sobre as suas finanças, rejeitando repetidamente qualquer acusação.
“O Parlamento tem as suas regras sobre como os membros devem comportar-se, e acredito que obedeci integralmente a essas regras, sempre com o auxílio de uma assessoria jurídica sólida”, acrescentou, afirmando: “Ganhar dinheiro não é crime”.
Durante a comunicação, que não contou com a presença de jornalistas, Farage voltou a negar ter cometido qualquer irregularidade relacionada com donativos financeiros recebidos de um bilionário do setor das criptomoedas e de um empresário condenado divulgados pela comunicação social.
"Parece-me que o sistema decidiu agora que não nos consegue derrotar de forma justa, por isso optou por recorrer a meios ilícitos. Deixem-me ser absolutamente claro (...): não fiz nada de errado. Não infringi a lei de forma alguma", garantiu.
Farage enfrenta uma investigação do órgão de fiscalização do Parlamento sobre uma transferência de cinco milhões de libras (cerca de seis milhões de euros) feita por Christopher Harborne, um multimilionário britânico do setor das criptomoedas, radicado na Tailândia.
"Parece-me que o sistema decidiu agora que não nos consegue derrotar de forma justa, por isso optou por recorrer a meios ilícitos. Deixem-me ser absolutamente claro (...): não fiz nada de errado. Não infringi a lei de forma alguma", garantiu.
Farage enfrenta uma investigação do órgão de fiscalização do Parlamento sobre uma transferência de cinco milhões de libras (cerca de seis milhões de euros) feita por Christopher Harborne, um multimilionário britânico do setor das criptomoedas, radicado na Tailândia.
O comissário para as normas parlamentares, Daniel Greenberg, está a investigar a situação divulgada pelo jornal britânico The Guardian, mas Farage alegou que o dinheiro foi um presente pessoal, utilizado para financiar a segurança, e recebido antes de ter sido eleito para a Câmara dos Comuns.
Deputados da oposição pediram também uma nova investigação sobre o apoio financeiro de George Cottrell, um empresário do setor das apostas com criptomoedas que cumpriu uma pena de prisão por fraude nos Estados Unidos.
Deputados da oposição pediram também uma nova investigação sobre o apoio financeiro de George Cottrell, um empresário do setor das apostas com criptomoedas que cumpriu uma pena de prisão por fraude nos Estados Unidos.
Estes apoios financeiros não foram declarados, apesar de as regras determinarem que deve ser registado qualquer donativo recebido nos 12 meses anteriores à eleição.
Caso se confirme que Farage infringiu as regras, poderá ser suspenso do Parlamento.
Caso se confirme que Farage infringiu as regras, poderá ser suspenso do Parlamento.
c/agências