Relatório sobre morte de PM Rafic Hariri é entregue em Outubro
O ministro da Justiça libanês, Charles Rizk, anunciou hoje que a comissão de inquérito da ONU sobre o assassínio do antigo primeiro-ministro Rafic Hariri lhe deverá entregar cópia do seu relatório em 21 de Outubro.
Esta data precede em três dias o termo do mandato da comissão de inquérito das Nações Unidas.
O magistrado alemão Detlev Mehlis, que preside à comissão, estará em finais de Setembro com a sua equipa num país europeu para preparar o relatório, que deve entregar ao secretário geral da ONU, Kofi Annan, com cópia ao ministro da Justiça libanês em 21 de Outubro, refere um comunicado do ministério libanês.
"Há pessoas que falam do relatório como se ele fosse trazer toda a verdade e apresentar um veredicto com os nomes dos autores (do crime), mas isso decorre do desconhecimento sobre os meandros da justiça", sublinha Rizk no comunicado.
O ministro da Justiça libanês considera seu dever "contar a verdade aos libaneses".
"O relatório será o resultado das investigações efectuadas por Detlev Mehlis durante a sua primeira estada no Líbano" em meados de Junho, refere ainda o comunicado, acrescentando que "os dados do inquérito internacional são muito importantes, mas não são os únicos elementos do inquérito libanês, que ainda pode demorar".
Rizk declarou quinta-feira que o Líbano necessitará de uma ajuda internacional após o fim do mandato da comissão internacional de inquérito e que se propõe apresentar uma proposta neste sentido durante a próxima reunião do conselho dos ministros.
A comissão de inquérito da ONU terminou sexta-feira a sua missão em Damasco, onde "manteve encontros com responsáveis sírios que desejava ouvir como testemunhas", informou a agência oficial síria SANA.
Rafic Hariri e outras 20 pessoas foram mortas num atentado espectacular com explosivos no centro de Beirute em 14 de Fevereiro último.
A Comissão de inquérito internacional foi criada pela resolução 1595, adoptada em 07 de Abril por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU, para fazer luz sobre as "circunstâncias e as responsabilidades" no atentado.