Remodelação de governo na Argélia
A criação do cargo de ministro-adjunto da Defesa é a principal novidade da mini-remodelação governamental de domingo na Argélia, destacada hoje pela imprensa porque a pasta era assumida até agora unicamente pelo Presidente Abdelaziz Bouteflika.
O cargo vai ser assumido por um "civil" mas com experiência na área militar. Abdelmalek Guenaiazia é um general na reforma e antigo embaixador da Argélia na Suíça.
De acordo com o jornal Quotidien D+Oran, esta nomeação parece revelar a vontade de "um compromisso astucioso e inesperado na gestão dos dossiers militares", dado que Guenaiazia é um diplomata mas também um oficial do exército, uma área que bem conhece.
O jornal Liberté também se refere a esta nomeação como um "cargo de compromisso", uma espécie de "interface entre a hierarquia militar e a presidência da República".
A mini-remodelação governamental, anunciada domingo, representou ainda mudanças na pasta dos Negócios Estrangeiros com a saída de Abdelaziz Belkhadem, "promovido" a ministro de Estado e representante pessoal do chefe de Estado, e a entrada de Mohamed Bedjaoui, jurista até agora presidente do Conselho Constitucional e que a imprensa classifica como "amigo do Presidente".
As pastas ligadas à Economia e às Finanças também sofreram alterações.
Nas Finanças, Abdelatif Benachenhou foi substituído por Mourad Medelci, até agora conselheiro económico de Bouteflika, enquanto outro próximo do Presidente, Abdelhamid Temmar assume a pasta da Participação e Promoção de Investimentos, em substituição de Yahia Hamlaoui, que deixa o governo.
Hachemi Djaaboub deixa a pasta da Indústria e passa para o Comércio, sendo substituído por Mahmoud Khoudri, enquanto que no Turismo sai Mohamed Seghir Kara e entra Nourredine Moussa, um desconhecido que integra pela primeira vez um elenco governamental.
Nesta remodelação, o presidente manteve à frente do executivo o primeiro-ministro, Ahmed Ouyahia.