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Republicanos consideram relatório do FBI favorável a Kavanaugh
Altos funcionários da Casa Branca e senadores republicanos manifestaram hoje confiança em que o relatório do FBI ilibe o juiz Brett Kavanaugh das acusações de agressão sexual que sobre ele impendem.
Apesar do evidente optimismo que hoje se notava na Administração Trump e na maioria republicana do Senado, os dirigentes do partido mantinham, segundo o New York Times, relutância em festejar antecipadamente a vitória do homem de Trump para o Supremo Tribunal de Justiça.
O motivo da relutância residiria no facto de ainda não terem comentado o relatório aqueles três senadores republicanos que contribuíram de forma decisiva para que o FBI fosse incumbido de investigar. Trata-se de Susan Collins do Estado do Maine, de Jeff Flake do Arizona e de Lisa Murkowski do Alaska.
Os três senadores dissidentes deverão ter tomado conhecimento do conteúdo do relatório na manhã de hoje, quinta feira, e durante o dia receber resumos das entrevistas feitas pelo FBI a testemunhas.
Mas algunas senadores republicanos já vão adiantando a sua própria visão do documento do FBI como exculpatório. Assim, Charles E. Grassley, presidente do Comité Judiciário do Senado, afirmou: "Recebi agora informação do gabinete do comité sobre o suplemento do FBI a respeito da ficha de investigação de fundo ao juiz Kavanaugh. Não há lá nada que não saibamos. Estas acusações infundadas têm inequivoca e repetidamente rejeitadas pelo juiz Kavanaugh e nem o Comité Judiciário nem o FBI conseguiram encontrar quaisquer terceiras partes que possam confirmar qualquer das alegações".
Na Casa Branca também reinava o optimismo, com Donald Trump a profetizar num tweet que as acusações dos democratas contra Kavanaugh terão nas próximas eleições de novembro "um incrível impacto para levantar os votantes [republicanos]".
Numa declaração emitida às 2h30 da madrugada, a Casa Branca afirmava que o FBI completou a investigação antes do limite do prazo e que se tratava de um escrutínio sem precedentes sobre a pessoa de alguém nomeado para um alto cargo do Estado. A Casa Branca também considera que, depois de ter convocado dez pessoas, nove das quais entrevistadas, o FBI pôde confirmar que nada havia de condenável no comportamento de Kavanaugh.
Por seu lado, Raj
Shah, porta-voz da Casa Branca, criticou os comentários que se têm ouvido desde o início sobre a urgência e a precipitação impostas ao FBI para concluir a investigação: "Realmente não sei que mais querem as pessoas que reclamam uma expedição de pesca sem prazo para acabar, a não ser que seja adiar, adiar, adiar".
Mas os democratas preparam-se para atacar a condução do processo, a pressa e as limitações que foram impostas ao poder do FBI para investigar o caso.