Resolução contra ataques dos EUA chumba no Senado
Uma resolução do Senado norte-americano que pressionava o Presidente Donald Trump a suspender os ataques ao Irão foi hoje rejeitada por margem mínima.
A chamada Resolução sobre os Poderes de Guerra visava suspender as hostilidades no Irão, alegando que não foram autorizadas pelo Congresso, mas a iniciativa era sobretudo simbólica, dado o poder de veto de Trump sobre legislação do Congresso.
Três senadores da maioria republicana -- Susan Collins, Lisa Murkowski e Rand Paul -- votaram com os democratas, num total de 49 votos a favor da resolução, enquanto o democrata John Fetterman se juntou aos republicanos, somando 50 votos contra.
Na passada sexta-feira, Trump decidiu suspender os ataques aéreos contra o Irão numa tentativa de negociar um acordo para pôr fim à guerra, mas a ofensiva contra a República Islâmica foi retomada na quarta-feira, em resposta aos ataques iranianos contra interesses norte-americanos no Médio Oriente.
A guerra começou a 28 de fevereiro, e a lei norte-americana estipula que a Casa Branca tem 60 dias para solicitar autorização ao Congresso para prosseguir as hostilidades.
Trump declarou o fim dos combates com o cessar-fogo anunciado em abril e defende agora que o prazo de 60 dias deveria começar a contar em julho, quando o memorando assinado entre Washington e Teerão em junho foi violado.