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Resposta à Rússia. Estados Unidos criam nova arma nuclear para submarinos
Pioneiros neste género de munições, os Estados Unidos desenvolvem uma artilharia de baixa potência capaz de ser lançada por submarinos. A nova criação das Forças Armadas norte-americanas surge em resposta ao que o Pentágono considera ser a ameaça representada pelo armamento russo.
O novo engenho norte-americano é uma modificação da ogiva W-76, já existente e usada para mísseis. A intenção de pegar em armas já criadas e alterá-las já tinha sido comunicada pelo pentágono em 2018.A adaptação desta e de outras ogivas para mísseis
balísticos disparados por submarinos poderá custar cerca de 50 milhões
de dólares.
Esta decisão surgiu com o objetivo de levar os adversários a pensarem que poderiam usar armas nucleares menores contra os Estados Unidos, sem temer uma resposta por parte dos militares americanos.
“A Rússia acredita que o uso de armas nucleares de baixa potência lhes dará uma vantagem sobre os EUA e os seus aliados e parceiros”, reforçou o número dois do Pentágono, Jonh Rood, em comunicado. Ainda segundo Rood, esta tática permite que a Rússia seja mais facilmente dominada em caso de conflito e que o número de mortos seja também ele menor.
As opiniões sobre a nova arma dividem-se. De acordo com os cientistas atómicos, trata-se de “uma arma perigosa baseada num mau plano estratégico”. As consequências que este engenho pode acarretar são enormes. E a resposta do adversário poderá ser avassaladora.
O presidente do Comité dos Serviços Armados da Câmara dos Representantes, Adam Smith, refere também que a ideia de optar por este armamento é “perigosa” e “ a implementação dessa ogiva não faz nada para colocar os americanos em segurança. Em vez disso, esta intenção aumenta ainda o erro de cálculo durante um ataque”.
No passado, estas armas de baixa potência já foram utilizadas. O caso da Hiroshima, na II Guerra Mundial é exemplo disso. Estas permitiriam à atual Rússia adquirir vantagem sobre os países do ocidente.
As vantagens estratégicas
A ameaça que este engenho norte-americano representa para o inimigo é muito maior e “provoca estragos mais profundos no território adversário que as armas nucleares de baixa capacidade lançadas por aeronaves ainda não conseguem alcançar”, salientou Vipin Narang, professor de ciência política do MIT.
A rápida capacidade de resposta vai além daquela que um atual submarino poderia oferecer. John Hyten, vice-chefe do Estado-Maior, garante que “mais do que ter a capacidade de defesa, um submarino tem uma grande pontualidade”.
Algumas vozes criticam as Forças armadas americanas por estarem a adotar esta estratégia. O medo de que os lideres se sintam menos inibidos em usar estas armas e entrar em conflito é a principal preocupação. Argumentam também que as armas de baixa potência são um incentivo à criação de catástrofes nucleares e por isso não devem ser usadas.
Esta decisão surgiu com o objetivo de levar os adversários a pensarem que poderiam usar armas nucleares menores contra os Estados Unidos, sem temer uma resposta por parte dos militares americanos.
“A Rússia acredita que o uso de armas nucleares de baixa potência lhes dará uma vantagem sobre os EUA e os seus aliados e parceiros”, reforçou o número dois do Pentágono, Jonh Rood, em comunicado. Ainda segundo Rood, esta tática permite que a Rússia seja mais facilmente dominada em caso de conflito e que o número de mortos seja também ele menor.
As opiniões sobre a nova arma dividem-se. De acordo com os cientistas atómicos, trata-se de “uma arma perigosa baseada num mau plano estratégico”. As consequências que este engenho pode acarretar são enormes. E a resposta do adversário poderá ser avassaladora.
O presidente do Comité dos Serviços Armados da Câmara dos Representantes, Adam Smith, refere também que a ideia de optar por este armamento é “perigosa” e “ a implementação dessa ogiva não faz nada para colocar os americanos em segurança. Em vez disso, esta intenção aumenta ainda o erro de cálculo durante um ataque”.
No passado, estas armas de baixa potência já foram utilizadas. O caso da Hiroshima, na II Guerra Mundial é exemplo disso. Estas permitiriam à atual Rússia adquirir vantagem sobre os países do ocidente.
As vantagens estratégicas
A ameaça que este engenho norte-americano representa para o inimigo é muito maior e “provoca estragos mais profundos no território adversário que as armas nucleares de baixa capacidade lançadas por aeronaves ainda não conseguem alcançar”, salientou Vipin Narang, professor de ciência política do MIT.
A rápida capacidade de resposta vai além daquela que um atual submarino poderia oferecer. John Hyten, vice-chefe do Estado-Maior, garante que “mais do que ter a capacidade de defesa, um submarino tem uma grande pontualidade”.
Algumas vozes criticam as Forças armadas americanas por estarem a adotar esta estratégia. O medo de que os lideres se sintam menos inibidos em usar estas armas e entrar em conflito é a principal preocupação. Argumentam também que as armas de baixa potência são um incentivo à criação de catástrofes nucleares e por isso não devem ser usadas.