Rodríguez propõe a Kast que a Venezuela e o Chile "caminhem juntos"

Rodríguez propõe a Kast que a Venezuela e o Chile "caminhem juntos"

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, apelou este sábado ao Presidente do Chile, José Antonio Kast, para que "caminhem juntos" com uma agenda de amizade e cooperação, após a reativação recente dos laços diplomáticos entre os dois países.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"O senhor (Kast) conta também com uma venezuelana de bem, que está encarregada das relações internacionais, para caminharmos juntos e para que os nossos países sul-americanos avancem em conjunto numa agenda comum, numa agenda de cooperação, numa agenda de amizade", afirmou num evento transmitido pela Venezolana de Televisión (VTV).

Rodríguez agradeceu ainda as "palavras amáveis" de Kast, que na passada quinta-feira anunciou a retoma das relações consulares e o "início de uma nova etapa" para a "normalização progressiva" das relações rompidas em 2024, depois de a Administração do ex-presidente chileno Gabriel Boric (2022-2026) ter questionado a transparência das eleições venezuelanas realizadas nesse ano.

O chefe de Estado chileno, que explicou que a nova etapa "vai permitir avançar em enormes desafios" de "segurança, migração e desenvolvimento económico", agradeceu o trabalho "metódico" das equipas diplomáticas de ambos os países e valorizou a "disponibilidade" de Rodríguez para avançar nesse esforço conjunto.

Kast reiterou em várias ocasiões que o restabelecimento das relações com a Venezuela é "essencial" para o seu plano de expulsão de imigrantes em situação irregular em voos com destino a Caracas, uma das suas principais promessas de campanha.

Segundo a imprensa local, existem mais de 75.000 ordens de expulsão pendentes, das quais mais de metade dizem respeito a cidadãos venezuelanos.

A rutura das relações entre o Chile e a Venezuela resultou na retirada total do pessoal diplomático venezuelano do Chile e na exigência de que os funcionários chilenos abandonassem Caracas, por ordem do então presidente Nicolás Maduro (2013-2026), atualmente detido nos Estados Unidos.

A decisão afetou centenas de milhares de cidadãos venezuelanos no país austral e complicou os mecanismos de cooperação e segurança entre ambos os países.

Segundo dados oficiais, vivem no Chile mais de 700.000 venezuelanos, enquanto na Venezuela há cerca de 25.000 chilenos.

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