Rússia acusa Londres de desviar a atenção de problemas internos com interceção de petroleiro
"Um Starmer desesperado, em vez de intercetar os `seus` imigrantes que violam, mutilam e decapitam britânicos, tenta distrair o Reino Unido com uma escalada" com a Rússia.
O Ministério da Defesa do Reino Unido anunciou este domingo que as forças britânicas intercetaram no Canal da Mancha um petroleiro da frota fantasma russa: "Na primeira operação deste tipo liderada pelo Reino Unido, o navio SMYRTOS foi abordado por comandos dos Royal Marines e por agentes das forças de segurança especialmente formados da Agência Nacional contra o Crime, apesar dos esforços da Rússia para contornar as sanções e continuar a alimentar a sua guerra bárbara na Ucrânia".
Em resposta, o enviado do Kremlin, Kiril Dmitriev, acusou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de usar o petroleiro para tentar desviar a atenção dos problemas internos de imigração.
"Um Starmer desesperado, em vez de intercetar os `seus` imigrantes que violam, mutilam e decapitam britânicos, tenta distrair o Reino Unido com uma escalada" com a Rússia, escreveu Kiril Dmitriev na rede social X, partilhando a notícia do apresamento do navio.
Keir Starmer afirmou que o petroleiro, carregado com uma quantidade indeterminada de crude, pertence à chamada "frota fantasma" russa, criada em 2022 para contornar as sanções impostas à Rússia por ter lançado a invasão e a guerra contra a Ucrânia.
Starmer sublinhou que a captura do cargueiro russo representa "mais um golpe para a Rússia", lembrando os que se "alimentam a guerra de [Vladimir] Putin contra a Ucrânia" que não lhes será permitido esconderem-se.
O Ministério da Defesa precisou posteriormente que o petroleiro, chamado Smyrtos, será escoltado até à costa do sul de Inglaterra, adiantando que o cargueiro faz parte da "frota fantasma" de 700 navios através dos quais a Rússia exporta 75% do seu petróleo e derivados.
Segundo o ministro da Defesa, Dan Jarvis, a operação foi conduzida em coordenação" com as forças francesas.
A Rússia já condenou estas ações, que classificou de "atos de pirataria", e advertiu que tomará medidas.
O primeiro-ministro aproveitou para felicitar as forças armadas britânicas, responsáveis pela operação, por "garantirem a segurança" do país "24 horas por dia, 365 dias por ano".
A agência espanhola Efe escreve que esta mensagem ganha sentido num momento de críticas crescentes devido ao subfinanciamento do setor da defesa, o que levou, na passada quinta-feira, à demissão inesperada do ministro da Defesa, John Healey.
c/ Lusa