Mundo
Rússia acusada de contratar rede de britânicos para perseguir inimigos de Putin
A Rússia está a ser acusada de contratar uma rede de políticos e consultores britânicos, em Londres, para ajudar a promover os seus interesses e “perseguir” os inimigos de Vladimir Putin. A acusação foi avançada pelos parlamentares que elaboraram o relatório da Rússia suprimido por Boris Johnson.
De acordo com os dados enviados ao Comité dos Serviços de Informações e Segurança do Parlamento britânico, o ativista Bill Browder alegou que Moscovo tinha conseguido “infiltrar-se” numa sociedade britânica usando intermediários.
“Alguns tinham motivos para saber exatamente o que estavam a fazer e para quem”, disse o ativista ao comité, acrescentando que “outros trabalham involuntariamente pelos interesses do Estado russo”.
Dentro do suposto grupo dos intermediários estão políticos dos partidos Trabalhista e Conservador, ex-oficiais dos serviços secretos, diplomatas e empresas de relações públicas. Browder chama a este grupo de “rede ocidental”.
“O regime em Moscovo usa esses profissionais para mascarar os seus interesses criminais”, alegou o ativista, finalizando que “o regime utiliza-os para atacar os críticos de Putin, aprimorar a propaganda e a desinformação russa e facilitar e ocultar operações maciças de lavagem de dinheiro”.“As perguntas sobre corrupção no coração do Estado russo eram um exemplo perfeito de uma russofobia ao estilo maníaco”, afirmou Peskov.
Já o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, referiu que estas alegações de Browder são falsas e “totalmente infundadas”.
Ao longo de dois anos, o comité realizou uma investigação à porta fechada sobre o modo como o Kremlin estaria a tentar influenciar e subverter a política e a sociedade britânica. O relatório que contém 50 páginas estava pronto para ser lançado em novembro, antes das eleições. Contudo, o primeiro-ministro britânico foi acusado de se recusar a publicá-lo.
Quanto aos parlamentares da oposição, estes referiram que as provas apresentadas por Browder apontam para a necessidade de publicar o relatório o mais rápido possível.
A carta do Partido Nacional Escocês a Johnson
Ian Blackford, líder do Partido Nacional Escocês (SNP), escreveu a Johnson há um mês, solicitando um calendário para a publicação do relatório. Este exige que Downing Street nomeie um novo comité.
Porém, quase três meses após a eleição, esse processo apenas se encontra numa fase inicial e prevê-se que demore algumas semanas, até que o relatório seja publicado.
O ativista Browder foi uma das várias pessoas chamadas para testemunhar. Em setembro de 2018, este enviou uma declaração de 14 páginas, que incluía várias recomendações. As recomendações incluem recursos extras para reguladores, investigadores, polícia e promotores. Ele pediu ainda à Companies House, em Londres, que verifique os pedidos feitos por empresas ligadas a escândalos de lavagem de dinheiro na Rússia.
“Sim, existem membros dos serviços de segurança russos a trabalhar na embaixada russa sob cobertura diplomática. O que o Governo parece estar a perder é o facto de que existem todos os tipos de redes informais de espionagem”, explicou o ativista, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.
Acrescentou que “existem magnatas russos que têm um impacto muito maior na segurança do país. O mais chocante é que o Governo russo está indiretamente a contratar cidadãos britânicos para ajudar nas suas operações de inteligência”.
Browder argumentou ainda que o Estado russo e o crime organizado se fundiram. “O dinheiro roubado do orçamento e das empresas privadas é usado para enriquecer as autoridades seniores, incluindo Putin, e para financiar operações negras e projetos especiais”, disse o ativista ao Comité dos Serviços de Informações e Segurança.
Depois destas acusações, o Kremlin emitiu vários mandados da Interpol para a prisão de Browder.
“Alguns tinham motivos para saber exatamente o que estavam a fazer e para quem”, disse o ativista ao comité, acrescentando que “outros trabalham involuntariamente pelos interesses do Estado russo”.
Dentro do suposto grupo dos intermediários estão políticos dos partidos Trabalhista e Conservador, ex-oficiais dos serviços secretos, diplomatas e empresas de relações públicas. Browder chama a este grupo de “rede ocidental”.
“O regime em Moscovo usa esses profissionais para mascarar os seus interesses criminais”, alegou o ativista, finalizando que “o regime utiliza-os para atacar os críticos de Putin, aprimorar a propaganda e a desinformação russa e facilitar e ocultar operações maciças de lavagem de dinheiro”.“As perguntas sobre corrupção no coração do Estado russo eram um exemplo perfeito de uma russofobia ao estilo maníaco”, afirmou Peskov.
Já o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, referiu que estas alegações de Browder são falsas e “totalmente infundadas”.
Ao longo de dois anos, o comité realizou uma investigação à porta fechada sobre o modo como o Kremlin estaria a tentar influenciar e subverter a política e a sociedade britânica. O relatório que contém 50 páginas estava pronto para ser lançado em novembro, antes das eleições. Contudo, o primeiro-ministro britânico foi acusado de se recusar a publicá-lo.
Quanto aos parlamentares da oposição, estes referiram que as provas apresentadas por Browder apontam para a necessidade de publicar o relatório o mais rápido possível.
A carta do Partido Nacional Escocês a Johnson
Ian Blackford, líder do Partido Nacional Escocês (SNP), escreveu a Johnson há um mês, solicitando um calendário para a publicação do relatório. Este exige que Downing Street nomeie um novo comité.
Porém, quase três meses após a eleição, esse processo apenas se encontra numa fase inicial e prevê-se que demore algumas semanas, até que o relatório seja publicado.
O ativista Browder foi uma das várias pessoas chamadas para testemunhar. Em setembro de 2018, este enviou uma declaração de 14 páginas, que incluía várias recomendações. As recomendações incluem recursos extras para reguladores, investigadores, polícia e promotores. Ele pediu ainda à Companies House, em Londres, que verifique os pedidos feitos por empresas ligadas a escândalos de lavagem de dinheiro na Rússia.
“Sim, existem membros dos serviços de segurança russos a trabalhar na embaixada russa sob cobertura diplomática. O que o Governo parece estar a perder é o facto de que existem todos os tipos de redes informais de espionagem”, explicou o ativista, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.
Acrescentou que “existem magnatas russos que têm um impacto muito maior na segurança do país. O mais chocante é que o Governo russo está indiretamente a contratar cidadãos britânicos para ajudar nas suas operações de inteligência”.
Browder argumentou ainda que o Estado russo e o crime organizado se fundiram. “O dinheiro roubado do orçamento e das empresas privadas é usado para enriquecer as autoridades seniores, incluindo Putin, e para financiar operações negras e projetos especiais”, disse o ativista ao Comité dos Serviços de Informações e Segurança.
Depois destas acusações, o Kremlin emitiu vários mandados da Interpol para a prisão de Browder.