Mundo
Guerra na Ucrânia
Rússia atinge armazéns e siderurgias do setor militar ucraniano
O Ministério russo da Defesa afirmou esta terça-feira que as suas forças realizaram ataques noturnos contra centros de transporte e logística ligados ao sector militar em Kiev. Visaram também uma importante fábrica de aço que, segundo Moscovo, auxilia o esforço de guerra da Ucrânia em Zaporizhia.
"Durante à noite, as Forças Armadas russas lançaram um ataque massivo com armamento terrestre de alta precisão, atingindo empresas da indústria militar e centros logísticos em Kiev e Zaporizhia ", afirmou o comando militar russo num comunicado publicado na rede social Telegram.
O Ministério da Defesa especificou que foi atacado um complexo da Nova Poshta, em Kiev, que é "um centro de triagem automatizado que garante o armazenamento e a distribuição de bens de dupla utilização, incluindo componentes para a produção de drones de longo e médio alcance, assim como sistemas robóticos e sistemas de guerra eletrónica".Além disso, foi atacado o centro logístico Kyiv-3, um local com armazéns de aproximadamente 50 mil metros quadrados onde estariam até 15 mil drones de ataque, incluindo os modelos Beshket, Spuk, Komik-A e Gorobets, equipados com sistemas de visão noturna.
Em Zaporizhia as forças russas atacaram o complexo metalúrgico Zaporozhstal, pertencente ao grupo empresarial Metinvest.
Segundo o Ministério russo da Defesa, esta é a principal fábrica de produção de chapas metálicas na Ucrânia, utilizadas "para construir fortificações, blindagem para veículos militares e placas para coletes à prova de bala".
Moscovo intensificou os seus ataques com mísseis balísticos nas últimas semanas, que apenas certos sistemas de defesa aérea, incluindo os mísseis Patriot americanos, são capazes de intercetar.
A escassez de mísseis intercetores PAC-3 para estas baterias agravou-se desde a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, no final de fevereiro.
As autoridades ucranianas disseram que os ataques mataram seis pessoas e feriram 20 na cidade de Zaporizhia, no sudeste do país, e provocaram incêndios em Kiev, a capital. Ambos os lados negam ter atacado deliberadamente civis.
O governador regional de Zaporizhia, Ivan Fedorov, disse que as tropas russas lançaram mísseis e bombas aéreas contra a cidade. Zaporizhzhia tinha uma população de mais de 700 mil habitantes antes da guerra.
As poucas áreas que restam na província de Zaporizhzhia que ainda não foram ocupadas por Moscovo foram alvo, nas últimas 24 horas, de uma nova ofensiva de grande escala por parte das forças russas, que realizaram 938 ataques contra 58 localidades. Noutras partes da Ucrânia, as autoridades locais informaram que outras seis pessoas morreram e 16 ficaram feridas durante a noite nas regiões de Dnipropetrovsk e Donetsk.
Em Kiev, um míssil russo atingiu um dos hospitais pediátricos da capital onde se formaram duas crateras, danificando as janelas do edifício e a canalizações de gás.
Os funcionários da companhia de gás controlaram a fuga, enquanto as crianças e a equipa médica foram levadas para um abrigo antiaéreo. Não houve registo de mortes ou feridos no hospital pediátrico do distrito de Shevchenko.
Ucrânia intensifica ataques contra território russo
Um ataque com um drone matou uma pessoa e feriu outras duas na região de Voronezh, na Rússia, durante a madrugada, enquanto os destroços provocaram incêndios num armazém da Wildberries, informou esta terça-feira Alexander Gusev, governador da região.
"A queda de um drone provocou incêndios em dois armazéns de uma grande empresa. Numa das instalações, o fogo foi contido numa área de 16 mil metros quadrados, enquanto na outra, um incêndio que atingiu os 20 mil metros quadrados está a ser extinto. Os serviços de emergência estão no local", disse o governador.
Na terça-feira, o retalhista online russo Wildberries informou que as suas instalações logísticas na região de Voronezh foram evacuadas de acordo com as normas de segurança.
Posteriormente, a empresa afirmou que o incêndio nas instalações foi extinto, que as mercadorias não foram danificadas e que as entregas foram redirecionadas para outros armazéns.O Ministério russo da Defesa revelou que intercetou ou destruiu 396 drones ucranianos em 15 regiões durante a noite.
Também esta terça-feira, o exército ucraniano afirmou ter atacado uma refinaria de petróleo na cidade russa de Orsk, a segunda maior cidade da região de Orenburg e um importante polo industrial.
Numa declaração no Telegram, o exército ucraniano disse que tinha como alvo a refinaria de petróleo Orsknefteorgsintez, que tem uma capacidade anual de processamento de crude de seis milhões de toneladas. “Foi registado um incêndio. Os danos estão a ser apurados”, referia o comunicado.
A refinaria de Orsk produz gasolina, gasóleo e combustível de aviação, fuelóleo, betume e outros produtos petrolíferos.Zelensky acusa Moscovo de usar mísseis norte-coreanos
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou Moscovo de utilizar mísseis balísticos norte-coreanos em ataques noturnos contra a cidade de Zaporizhia, no sul da Ucrânia.
"A cidade foi atingida por mísseis balísticos norte-coreanos, mísseis Zircon e bombas guiadas", disse Zelensky na rede social X, sem apresentar provas para as suas acusações, denunciando um "ataque brutal planeado para causar o máximo de danos".
A Coreia do Norte é aliada da Rússia, e as relações entre os dois países fortaleceram-se desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022.
Moscovo e Pyongyang concluíram um acordo de defesa em 2024, e milhares de soldados norte-coreanos participaram nos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk, entre 2024 e 2025.
A Ucrânia já tinha acusado a Rússia de utilizar armas fabricadas na Coreia do Norte.
No passado fim de semana, Volodymyr Zelensky apelou à Coreia do Sul para apoiar e cooperar com a Ucrânia, principalmente em relação aos sistemas de defesa aérea.
O Ministério da Defesa especificou que foi atacado um complexo da Nova Poshta, em Kiev, que é "um centro de triagem automatizado que garante o armazenamento e a distribuição de bens de dupla utilização, incluindo componentes para a produção de drones de longo e médio alcance, assim como sistemas robóticos e sistemas de guerra eletrónica".Além disso, foi atacado o centro logístico Kyiv-3, um local com armazéns de aproximadamente 50 mil metros quadrados onde estariam até 15 mil drones de ataque, incluindo os modelos Beshket, Spuk, Komik-A e Gorobets, equipados com sistemas de visão noturna.
Em Zaporizhia as forças russas atacaram o complexo metalúrgico Zaporozhstal, pertencente ao grupo empresarial Metinvest.
Segundo o Ministério russo da Defesa, esta é a principal fábrica de produção de chapas metálicas na Ucrânia, utilizadas "para construir fortificações, blindagem para veículos militares e placas para coletes à prova de bala".
Moscovo intensificou os seus ataques com mísseis balísticos nas últimas semanas, que apenas certos sistemas de defesa aérea, incluindo os mísseis Patriot americanos, são capazes de intercetar.
A escassez de mísseis intercetores PAC-3 para estas baterias agravou-se desde a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, no final de fevereiro.
As autoridades ucranianas disseram que os ataques mataram seis pessoas e feriram 20 na cidade de Zaporizhia, no sudeste do país, e provocaram incêndios em Kiev, a capital. Ambos os lados negam ter atacado deliberadamente civis.
O governador regional de Zaporizhia, Ivan Fedorov, disse que as tropas russas lançaram mísseis e bombas aéreas contra a cidade. Zaporizhzhia tinha uma população de mais de 700 mil habitantes antes da guerra.
As poucas áreas que restam na província de Zaporizhzhia que ainda não foram ocupadas por Moscovo foram alvo, nas últimas 24 horas, de uma nova ofensiva de grande escala por parte das forças russas, que realizaram 938 ataques contra 58 localidades. Noutras partes da Ucrânia, as autoridades locais informaram que outras seis pessoas morreram e 16 ficaram feridas durante a noite nas regiões de Dnipropetrovsk e Donetsk.
Em Kiev, um míssil russo atingiu um dos hospitais pediátricos da capital onde se formaram duas crateras, danificando as janelas do edifício e a canalizações de gás.
Os funcionários da companhia de gás controlaram a fuga, enquanto as crianças e a equipa médica foram levadas para um abrigo antiaéreo. Não houve registo de mortes ou feridos no hospital pediátrico do distrito de Shevchenko.
Ucrânia intensifica ataques contra território russo
Um ataque com um drone matou uma pessoa e feriu outras duas na região de Voronezh, na Rússia, durante a madrugada, enquanto os destroços provocaram incêndios num armazém da Wildberries, informou esta terça-feira Alexander Gusev, governador da região.
"A queda de um drone provocou incêndios em dois armazéns de uma grande empresa. Numa das instalações, o fogo foi contido numa área de 16 mil metros quadrados, enquanto na outra, um incêndio que atingiu os 20 mil metros quadrados está a ser extinto. Os serviços de emergência estão no local", disse o governador.
Na terça-feira, o retalhista online russo Wildberries informou que as suas instalações logísticas na região de Voronezh foram evacuadas de acordo com as normas de segurança.
Posteriormente, a empresa afirmou que o incêndio nas instalações foi extinto, que as mercadorias não foram danificadas e que as entregas foram redirecionadas para outros armazéns.O Ministério russo da Defesa revelou que intercetou ou destruiu 396 drones ucranianos em 15 regiões durante a noite.
Também esta terça-feira, o exército ucraniano afirmou ter atacado uma refinaria de petróleo na cidade russa de Orsk, a segunda maior cidade da região de Orenburg e um importante polo industrial.
Numa declaração no Telegram, o exército ucraniano disse que tinha como alvo a refinaria de petróleo Orsknefteorgsintez, que tem uma capacidade anual de processamento de crude de seis milhões de toneladas. “Foi registado um incêndio. Os danos estão a ser apurados”, referia o comunicado.
A refinaria de Orsk produz gasolina, gasóleo e combustível de aviação, fuelóleo, betume e outros produtos petrolíferos.Zelensky acusa Moscovo de usar mísseis norte-coreanos
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou Moscovo de utilizar mísseis balísticos norte-coreanos em ataques noturnos contra a cidade de Zaporizhia, no sul da Ucrânia.
"A cidade foi atingida por mísseis balísticos norte-coreanos, mísseis Zircon e bombas guiadas", disse Zelensky na rede social X, sem apresentar provas para as suas acusações, denunciando um "ataque brutal planeado para causar o máximo de danos".
Emergency response efforts have been ongoing since last night to deal with the aftermath of the Russian strike on Zaporizhzhia. The city was struck with North Korean ballistic missiles, Zircons, and guided aerial bombs. It was a vicious attack, calculated to inflict maximum… pic.twitter.com/6Bj3KpdYVQ
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 11, 2026
A Coreia do Norte é aliada da Rússia, e as relações entre os dois países fortaleceram-se desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022.
Moscovo e Pyongyang concluíram um acordo de defesa em 2024, e milhares de soldados norte-coreanos participaram nos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk, entre 2024 e 2025.
A Ucrânia já tinha acusado a Rússia de utilizar armas fabricadas na Coreia do Norte.
No passado fim de semana, Volodymyr Zelensky apelou à Coreia do Sul para apoiar e cooperar com a Ucrânia, principalmente em relação aos sistemas de defesa aérea.
Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, a diplomacia está estagnada e ambos os países intensificam os seus ataques aéreos de longo alcance.
c/ agências