Em direto
Os danos e a evolução do estado do tempo

Rússia avisa que Europa pode estar no "ponto de mira" se aceitar mísseis dos Estados Unidos

Rússia avisa que Europa pode estar no "ponto de mira" se aceitar mísseis dos Estados Unidos

O porta-voz da presidência da Rússia disse hoje que a Europa pode estar em "ponto de mira" se aceitar a instalação de mísseis de longo alcance dos Estados Unidos no seu território, referindo-se à Alemanha.

Lusa /
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, nas cerimónia da invasão Nazi da União Soviética durante a II Grande Guerra. Alexander Kazakov - Reuters

"Os Estados Unidos continuam a ganhar dinheiro. A Europa está no ponto de mira dos nossos mísseis. O nosso país está na mira dos mísseis norte-americanos na Europa. Já passámos por isto (...). Temos potencial suficiente para conter estes mísseis, mas as potenciais vítimas são as capitais desses estados", afirmou Dimitri Peskov, segundo a estação de rádio russa RBC.

Na quarta-feira, a Casa Branca anunciou que os Estados Unidos iriam instalar novos mísseis na Alemanha, a partir de 2026, com um alcance mais longo do que os sistemas norte-americanos atualmente instalados na Europa.

Na quinta-feira, o chanceler alemão, Olaf Scholz, defendeu a decisão, afirmando que estava "em linha com a dissuasão" e "garante da paz".

Em causa estão mísseis SM-6, Tomahawk e armas hipersónicas, que têm um alcance significativamente maior do que os atualmente existentes na Europa.

O Kremlin condenou, na quinta-feira, a medida como um sinal de "regresso à Guerra Fria".

"A Alemanha, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido estão a participar diretamente no conflito à volta da Ucrânia. Todos os atributos da Guerra Fria estão a regressar, com um confronto direto", acusou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

Tópicos
PUB