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Rússia reivindica ter evitado ataque contra refinaria na fronteira

Rússia reivindica ter evitado ataque contra refinaria na fronteira

As forças russas repeliram hoje um ataque ucraniano com `drones` (aeronaves não tripuladas) contra uma refinaria de petróleo na região de Bryansk, próximo da fronteira com a Ucrânia e a Bielorrússia, disse o governador local.

Lusa /
Rússia reivindica ter evitado ataque contra refinaria na fronteira Gleb Garanich - Reuters

"Os sistemas de defesa aérea russos no distrito de Novozybkov repeliram durante a noite um ataque das forças ucranianas à refinaria de petróleo de Druzhba", disse Alexander Bogomaz na rede social Telegram.

"Graças ao profissionalismo dos nossos militares (...), três `drones` foram destruídos", acrescentou o governador de Bryansk, citado pela agência francesa AFP.

O ataque teria como alvo uma estação bombagem do oleoduto Druzhba, que fornece petróleo às refinarias bielorrussas e serve para o trânsito para a Europa, segundo a agência espanhola EFE.

O oleoduto tem origem na região russa de Samara, passa por Bryansk e divide-se em dois ramais, norte e sul, passando pela Bielorrússia, Ucrânia, Polónia, República Checa, Eslováquia, Alemanha e Hungria.

O distrito de Novozybkov faz fronteira com a Bielorrússia e dista cerca de duas dezenas de quilómetros a norte da fronteira russa com a Ucrânia, em linha reta.

Os ataques com `drones` contra o território russo e a península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, multiplicaram-se nas últimas semanas, depois de Kiev ter anunciado uma contraofensiva.

Na quinta-feira, a Rússia afirmou ter neutralizado nove `drones` sobre a Crimeia.

Em 09 de junho, três pessoas ficaram feridas quando um `drone` embateu num edifício residencial na cidade de Voronezh, a cerca de 200 quilómetros da fronteira com a Ucrânia.

Desconhece-se o número de baixas civis e militares na guerra russa contra a Ucrânia, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será elevado.

O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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