Mundo
Sánchez nega "corrupção generalizada" apesar de "caso grave e flagrante" de ex-ministro
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, reconheceu hoje "um caso flagrante e grave de corrupção" com antigos dirigentes do Partido Socialista Espanhol (PSOE), que disse desconhecer e que "nunca teria tolerado", e reiterou que vai continuar a governar.
"Um caso flagrante e grave de corrupção" de pessoas "que se aproveitaram do peso que tinham" no PSOE e no Governo "para ganhar dinheiro", mas não há financiamento ilegal no partido, disse Sánchez, referindo-se ao ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos, condenado esta semana a mais de 24 anos de prisão por corrupção com a compra de máscaras durante a pandemia, quando ainda estava no Governo.
Este caso das máscaras deu origem a outra investigação mais alargada, que ainda decorre, que envolve Ábalos e outro ex-dirigente do PSOE, Santos Cerdán, ambos considerados antigos "braços direitos" de Sánchez.
"Nunca tive conhecimento, nem tolerei, nenhuma destas práticas", afirmou o líder socialista de 54 anos, defendendo os esforços anticorrupção do seu Governo desde que assumiu o poder, em 2018.
Nesse ano, chegou ao poder depois de um voto de desconfiança ter derrubado o então governo de direita do conservador Mariano Rajoy, envolvido em escândalos de corrupção.
“Estamos muito calmos”, afirmou Pedro Sánchez no discurso, que foi repetidamente interrompido por vaias da oposição de direita e de extrema-direita. Reconheceu, no entanto, que o Governo e o PSOE, partido que lidera desde 2017, “não são perfeitos” e “não são infalíveis”.“Corrente de notícias judiciais”
As investigações judiciais contra círculo íntimo de Pedro Sánchez têm-se acumulado nas últimas semanas. O desenvolvimento mais recente foi a condenação, na segunda-feira, do seu antigo ministro dos Transportes e braço-direito político, José Luis Ábalos, a 24 anos de prisão por corrupção.
No sábado, foi a vez da mulher de Pedro Sánchez, Begoña Gómez, ser proibida de sair de Espanha no âmbito de uma investigação sobre alegado tráfico de influências. O juiz Juan Cuarlos Peinado, responsável pela investigação, disse temer que ela fugisse para o estrangeiro antes do julgamento.O presidente do governo espanhol e líder do PSOE disse ser "plenamente consciente" de que as últimas semanas em Espanha foram marcadas por "uma corrente de notícias judiciais" que causam "legítima preocupação e confusão", mas em que se misturam processos muito diferentes, alguns com fundamento e outros falsos e baseados "em rumores e meias verdades", que atores políticos e mediáticos "tentam comparar", para confundir e gerar "uma sensação de corrupção generalizada que não existe".
Neste contexto, voltou a separar os casos confirmados ou em investigação que envolvem ex-dirigentes do PSOE dos da mulher e do irmão, Begoña Gómez e David Sánchez, respetivamente, que considera serem vítimas de "uma série de ações" para enfraquecer o Governo e o próprio chefe do Executivo, que têm por trás campanhas de desinformação e associações ligadas à extrema-direita e de que se aproveitam alguns partidos.
Estas “medidas cautelares (...) excedem todos os limites razoáveis”, bradou Pedro Sánchez no parlamento na quarta-feira.Para além destes dois casos embaraçosos para o atual presidente do governo espanhol, o seu mentor político, José Luis Rodríguez Zapatero, antigo primeiro-ministro (2004-2011), é acusado de tráfico de influências num caso relacionado com o resgate estatal de uma pequena companhia aérea durante a pandemia de covid-19.
O empréstimo de 53 milhões de euros em fundos públicos concedido à empresa Plus Ultra "foi feito de acordo com a lei", afirmou Pedro Sánchez esta quarta-feira, classificando-o como "legítimo".
Reiterando que confia na justiça espanhola e que "a imensa maioria dos juízes" faz um "trabalho exemplar", Sánchez pediu "à justiça que faça justiça" em todos os casos, incluindo no do ex-chefe do governo e antigo líder do PSOE José Luís Zapatero, indiciado por tráfico de influências e branqueamento de dinheiro num processo aberto para investigar o resgate público da companhia aérea Plus Ultra, em 2021.
Pedro Sánchez realçou ainda que Zapatero não ocupa qualquer cargo político há 15 anos e reiterou que o resgate da empresa foi legal e transparente, no contexto de ajudas excecionais concedidas por acusa da pandemia de covid-19, como certificaram instâncias nacionais e europeias.
Sobre Zapatero, considerou que "não pode haver ainda conclusões", por a investigação estar numa fase inicial, mas reiterou confiança na declaração de inocência do ex-líder socialista.
Sublinhando que o PSOE e o Governo atuaram "desde o primeiro minuto" perante suspeitas de corrupção que envolviam ex-dirigentes, nomeadamente com a suspensão e expulsão do partido ou pondo em marcha medidas "de supervisão e prevenção" da corrupção, Sánchez, que tem ouvido reiterados pedidos de demissão e de antecipação das eleições previstas para 2027, voltou esta quarta-feira a afirmar que pretende continuar a Governar.
Este caso das máscaras deu origem a outra investigação mais alargada, que ainda decorre, que envolve Ábalos e outro ex-dirigente do PSOE, Santos Cerdán, ambos considerados antigos "braços direitos" de Sánchez.
"Algumas figuras políticas e mediáticas estão a tentar misturar tudo, agrupar tudo e, assim, confundir as pessoas e criar uma sensação de corrupção generalizada que, digo-vos, não existe", declarou Sánchez, que falava no parlamento nacional, numa sessão agendada a seu pedido "para informar" os deputados "sobre a situação política relacionada com as últimas investigações judiciais conhecidas".
"Nunca tive conhecimento, nem tolerei, nenhuma destas práticas", afirmou o líder socialista de 54 anos, defendendo os esforços anticorrupção do seu Governo desde que assumiu o poder, em 2018.
Nesse ano, chegou ao poder depois de um voto de desconfiança ter derrubado o então governo de direita do conservador Mariano Rajoy, envolvido em escândalos de corrupção.
“Estamos muito calmos”, afirmou Pedro Sánchez no discurso, que foi repetidamente interrompido por vaias da oposição de direita e de extrema-direita. Reconheceu, no entanto, que o Governo e o PSOE, partido que lidera desde 2017, “não são perfeitos” e “não são infalíveis”.“Corrente de notícias judiciais”
As investigações judiciais contra círculo íntimo de Pedro Sánchez têm-se acumulado nas últimas semanas. O desenvolvimento mais recente foi a condenação, na segunda-feira, do seu antigo ministro dos Transportes e braço-direito político, José Luis Ábalos, a 24 anos de prisão por corrupção.
No sábado, foi a vez da mulher de Pedro Sánchez, Begoña Gómez, ser proibida de sair de Espanha no âmbito de uma investigação sobre alegado tráfico de influências. O juiz Juan Cuarlos Peinado, responsável pela investigação, disse temer que ela fugisse para o estrangeiro antes do julgamento.O presidente do governo espanhol e líder do PSOE disse ser "plenamente consciente" de que as últimas semanas em Espanha foram marcadas por "uma corrente de notícias judiciais" que causam "legítima preocupação e confusão", mas em que se misturam processos muito diferentes, alguns com fundamento e outros falsos e baseados "em rumores e meias verdades", que atores políticos e mediáticos "tentam comparar", para confundir e gerar "uma sensação de corrupção generalizada que não existe".
Neste contexto, voltou a separar os casos confirmados ou em investigação que envolvem ex-dirigentes do PSOE dos da mulher e do irmão, Begoña Gómez e David Sánchez, respetivamente, que considera serem vítimas de "uma série de ações" para enfraquecer o Governo e o próprio chefe do Executivo, que têm por trás campanhas de desinformação e associações ligadas à extrema-direita e de que se aproveitam alguns partidos.
Estas “medidas cautelares (...) excedem todos os limites razoáveis”, bradou Pedro Sánchez no parlamento na quarta-feira.Para além destes dois casos embaraçosos para o atual presidente do governo espanhol, o seu mentor político, José Luis Rodríguez Zapatero, antigo primeiro-ministro (2004-2011), é acusado de tráfico de influências num caso relacionado com o resgate estatal de uma pequena companhia aérea durante a pandemia de covid-19.
O empréstimo de 53 milhões de euros em fundos públicos concedido à empresa Plus Ultra "foi feito de acordo com a lei", afirmou Pedro Sánchez esta quarta-feira, classificando-o como "legítimo".
Reiterando que confia na justiça espanhola e que "a imensa maioria dos juízes" faz um "trabalho exemplar", Sánchez pediu "à justiça que faça justiça" em todos os casos, incluindo no do ex-chefe do governo e antigo líder do PSOE José Luís Zapatero, indiciado por tráfico de influências e branqueamento de dinheiro num processo aberto para investigar o resgate público da companhia aérea Plus Ultra, em 2021.
Pedro Sánchez realçou ainda que Zapatero não ocupa qualquer cargo político há 15 anos e reiterou que o resgate da empresa foi legal e transparente, no contexto de ajudas excecionais concedidas por acusa da pandemia de covid-19, como certificaram instâncias nacionais e europeias.
Sobre Zapatero, considerou que "não pode haver ainda conclusões", por a investigação estar numa fase inicial, mas reiterou confiança na declaração de inocência do ex-líder socialista.
Sublinhando que o PSOE e o Governo atuaram "desde o primeiro minuto" perante suspeitas de corrupção que envolviam ex-dirigentes, nomeadamente com a suspensão e expulsão do partido ou pondo em marcha medidas "de supervisão e prevenção" da corrupção, Sánchez, que tem ouvido reiterados pedidos de demissão e de antecipação das eleições previstas para 2027, voltou esta quarta-feira a afirmar que pretende continuar a Governar.
A oposição exige a demissão de Pedro Sánchez, sobretudo após revelações no final de maio sobre uma alegada célula dentro do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) encarregada de interferir em todos estes assuntos. O líder socialista reiterou que "nunca" teve conhecimento de tal célula.
c/agências