Sánchez pede maior envolvimento da China para cessar conflitos internacionais
O primeiro-ministro espanhol instou hoje a China a reforçar o seu papel no sistema multilateral, defendendo maior pressão para o cumprimento do direito internacional e o fim de conflitos como os do Médio Oriente ou da Ucrânia.
Pedro Sánchez fez estas declarações na Universidade Tsinghua, em Pequim, no arranque da visita oficial ao país, sublinhando que sem a cooperação das grandes potências não será possível alcançar um sistema multilateral equilibrado.
"A China faz muito, e saudamos isso, mas pode fazer mais, exigindo, como tem feito, que o direito internacional seja respeitado e que cessem conflitos como os do Irão, Líbano, Cisjordânia ou Ucrânia", afirmou.
O chefe do Executivo espanhol insistiu que "o direito internacional é a base de tudo" e apelou a um maior envolvimento de Pequim para promover a estabilidade global.
No plano económico, Sánchez pediu que a China "se abra" para evitar que a Europa "tenha de se fechar", defendendo a necessidade de corrigir o atual défice comercial entre Madrid e Pequim.
Segundo o líder espanhol, este desequilíbrio, que aumentou 18% no ano passado, é "insustentável" a médio prazo devido aos "movimentos isolacionistas e aos agravamentos sociais que provoca".
A visita de Sánchez decorre num contexto marcado por tensões geopolíticas e comerciais, incluindo a guerra no Irão, e pelo interesse de Espanha em reforçar a cooperação económica e tecnológica com a China.