São Tomé e Príncipe. Campanha decorreu "sem incidentes" e apuramento "de forma transparente" diz UE

São Tomé e Príncipe. Campanha decorreu "sem incidentes" e apuramento "de forma transparente" diz UE

A missão de observação da União Europeia (UE) destacou hoje que a campanha eleitoral das presidenciais são-tomenses decorreu "sem incidentes" e o apuramento dos resultados "de forma transparente".

Lusa / Adicionar como fonte informativa

A conclusão consta da declaração provisória da missão europeia divulgada hoje numa conferência de imprensa, dois dias após as eleições de domingo e nas quais, de acordo com os resultados preliminares, foi reeleito Carlos Vila Nova, numas eleições marcadas por uma abstenção recorde.

O chefe da missão de observação eleitoral da UE, o eurodeputado português Sérgio Humberto, começou por salientar que "apesar da sua natureza temporária, as eleições foram organizadas de forma eficiente pela Comissão Eleitoral Nacional [CEN]".

Na declaração da missão sublinha-se que a disputa não resolvida no seio do partido no poder, a Ação Democrática Independente (ADI) afetou a campanha e o ambiente político, com os dois principais candidatos a serem apoiados por alas diferentes rivais daquele partido.

Aos jornalistas, o eurodeputado afirmou que, ainda assim, a observação europeia concluiu que "a campanha decorreu de forma pacífica e festiva, com o respeito pelas liberdades fundamentais e a possibilidade dos candidatos fazerem campanha livremente". E acrescentou: Não foram registados incidentes".

Já na declaração, pode ler-se que "o processamento dos resultados provisórios decorreu de forma transparente, embora lentamente".

Finalmente, apesar de o chefe da missão europeia destacar "a forma pacífica e tranquila como correu o processo eleitoral" no domingo, assinala que, "no entanto, a taxa de abstenção situou-se em quase 59%, o que representa um mínimo histórico de participação".

Cerca de 30 observadores da União Europeia de curta e longa duração garantiram a missão em todos os distritos de São Tomé e na ilha do Príncipe. A missão, que começou em 14 de junho, vai prolongar-se até ao final das eleições legislativas agendadas para o final de setembro.

O relatório preliminar sobre as eleições gerais será apresentado em 29 de setembro, também dois dias após o ato eleitoral.

O relatório final relativo a todas estas eleições vai ser tornado público dois meses depois, ou seja, no final de novembro, segundo o cronograma da missão europeia.

Para a observação das eleições presidenciais de domingo em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais. Além de observadores da UE, há a registar os da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

Os resultados preliminares das eleições presidenciais divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN) deram a vitória ao atual Presidente, Carlos Vila Nova, com 55,94% dos votos, contra os 41,92% do principal adversário, Nito d`Abreu.

Os outros dois candidatos não chegaram aos 2%: Eugénio Tiny e Miques João arrecadaram, respetivamente, 1,07% e 1,58%.

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