São Tomé e Príncipe. CPLP destaca "consolidação da democracia", UA saúda "civismo e maturidade"
A missão de observação eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) destacou hoje que as presidenciais de domingo em São Tomé e Príncipe "constituem mais um passo na consolidação da democracia" no país.
Em conferência de imprensa, o chefe da missão, João Bernardo de Miranda, assinalou também que o processo de apuramento decorreu "em conformidade com a legislação" e que as eleições decorreram "com elevado espírito cívico, em paz e harmonia".
No relatório provisório, sublinhou também o ex-ministro das Relações Exteriores de Angola, a missão regista "a independência e a liberdade" dos observadores no acompanhamento de um processo que "reafirma igualmente os valores da democracia, da paz e da boa governação que norteiam" a CPLP.
Já a missão de observação da União Africana (UA) enalteceu a segurança que envolveu o processo eleitoral, bem como a forma pacífica e organizada em que decorreu a campanha, de acordo com a legislação nacional e padrões internacionais.
Na declaração preliminar, o chefe da missão da UA, Filipe Nyusi, saudou "o civismo, a serenidade e a maturidade" popular. O antigo Presidente moçambicano aproveitou também para destacar uma das recomendações que foi praticamente transversal às missões internacionais que acompanharam as eleições: a necessidade de se garantir um mandato permanente na Comissão Eleitoral Nacional (CEN) -- que termina após as eleições -, bem como de dotar os órgãos de administração eleitoral de recursos suficientes que permitam a gestão dos atos eleitorais e a sua fiscalização.
Antes, a missão da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) assinalara que os observadores não tinham encontrado irregularidades capazes de comprometer o processo eleitoral. E a missão do G7+ destacara o "ambiente pacífico" durante as eleições, "sem episódios de intimidação ou de violência", tendo sido "livres e justas".
Numa conferência à parte, a União Europeia (UE) destacou que a campanha eleitoral das presidenciais são-tomenses decorreu "sem incidentes" e o apuramento dos resultados "de forma transparente".
Para a observação das eleições presidenciais que se realizaram no domingo em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais. Além de observadores da UE, há a registar os da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).
Os resultados preliminares das eleições presidenciais divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN) deram a vitória ao atual Presidente, Carlos Vila Nova, com 55,94% dos votos, contra os 41,92% do principal adversário, Nito d`Abreu.
Os outros dois candidatos Eugénio Tiny e Miques João arrecadaram, respetivamente, 1,07% e 1,58%.