Satélite Swift vai a caminho dos confins do universo
O satélite Swift, cuja missão é investigar as misteriosas explosões de raios gama nos confins do universo, prossegue com êxito a sua missão, horas após o seu lançamento em Cabo Canaveral, disse hoje a NASA.
O satélite, equipado com instrumentos que o tornam um verdadeiro observatório espacial, analisará aquelas violentas explosões que, segundo os peritos, estarão na origem dos buracos negros.
O projecto, orçado em 250 milhões de dólares, foi posto em marcha pela agência espacial norte-americana, em colaboração com o Reino Unido e a Itália.
O Swift, que terá uma vida útil de dois anos, começará as suas observações em Janeiro próximo, apontando os seus telescópios para as enormes explosões de raios gama, produzidas a milhares de milhões de anos-luz da Terra.
As explosões provêm de várias direcções e duram desde poucos segundos a alguns minutos, sendo - segundo alguns cientistas - o prelúdio do nascimento dos buracos negros após uma enorme conflagração estelar.
Segundo a teoria dominante, os jactos de raios gama provêm da explosão de estrelas gigantes cujo núcleo se fundiu para dar lugar a um buraco negro.
Fontes da NASA referiram hoje que a missão está a correr conforme o previsto e explicaram que o satélite tem três instrumentos especiais de exploração que funcionam de forma unida.
Um desses instrumentos é um equipamento de raios X fabricado pela Universidade da Pensilvânia, com a colaboração de cientistas britânicos e italianos.
Os dois potentes telescópios de que está munido foram também produzidos pelos mesmos universitários.