Sem comemorações 25. º aniversário golpe que levou "Nino" ao poder
O 25.º aniversário do golpe de Estado que levou o actual presidente guineense ao poder, a 14 de Novembro de 1980, não é objecto de qualquer celebração ou comemoração, disse hoje à Agência Lusa fonte da Presidência da Guiné-Bissau.
A fonte não adiantou as razões da inexistência de comemorações oficiais da efeméride que, até 1997, se celebrava com pompa e circunstância e era dia feriado.
Naquela data, João Bernardo "Nino" Vieira liderou um golpe militar das então Forças Armadas Revolucionários do Povo (FARP), que depôs o regime do presidente Luís Cabral.
Conhecido no país como o "Movimento Reajustador", o golpe militar foi o primeiro registado no país, que declarou unilateralmente a independência de Portugal a 24 de Setembro de 1973, e marcou também a da unidade entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde.
"Nino" Vieira assumiu o poder tornando-se o segundo presidente da Guiné-Bissau, onde se manteve num regime monopartidário, com base no Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), até às primeiras eleições gerais pluralistas realizadas em 1994.
"Nino" Vieira venceu as presidenciais de então e manteve-se no poder até 1999, sendo afastado no final dos 11 meses do conflito militar que assolou o país entre 07 de Junho de 1998 e 07 de Maio do ano seguinte.
Após um exílio de seis anos em Portugal, "Nino" Vieira regressou em Abril último à Guiné-Bissau, tendo apresentado a sua candidatura, como independente, às presidenciais de Junho e Julho deste ano, que viria também a vencer.
Mês e meio depois, a efeméride não se celebra, tratando-se da primeira vez que tal acontece com "Nino" Vieira no poder.