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Sem ministra portuguesa. Países discutem na Colômbia fim gradual de combustíveis fósseis

Sem ministra portuguesa. Países discutem na Colômbia fim gradual de combustíveis fósseis

Mais de 50 países juntam-se a partir desta sexta-feira para discutir como "eliminar gradualmente os combustíveis fósseis". Não sendo uma iniciativa da ONU e da COP, a ministra do Ambiente e da Energia não estará na cimeira, sendo Portugal representado pela Agência para o Clima.

Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1 /

No final da COP30, no Brasil, realizada no ano passado, os governos da Colômbia e dos Países Baixos chegaram-se à frente perante a falta de um compromisso concreto para o fim dos combustíveis fósseis. 

"Existe uma clara dinâmica para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis, e agora é a altura de tirar partido disso", dizia a então ministra da Política Climática e do Crescimento Ecológico, Sophie Hermans, dos Países Baixos. Já a ministra colombiana do Ambiente, Irene Vélez Torres, deixava o convite: "Convidamos todos os países, atores subnacionais, camponeses, afro-descendentes, indígenas e ONGs que desejem participar a juntarem-se a nós, em Santa Marta".

O convite ganha força de conferência, com o encontro a decorrer entre os dias 24 e 29 de abril, para discutir caminhos para o fim dos combustíveis fósseis. A Zero, que vai assistir à conferência à distância, espera que seja traçado um calendário e objetivos concretos.

"Se calhar, para além das reuniões anuais que têm existido, precisamos de encontrar conjuntos de países onde existam consensos e em que eles sejam os corredores da frente nas políticas climáticas", considera Francisco Ferreira.

Aponta também que é "juntar o útil ao agradável" discutir a transição energética numa altura em que os combustíveis fósseis estão a pesar mais nas carteiras, por causa da guerra no Médio Oriente.

O dirigente da associação ambientalista Zero lamenta que a ministra do Ambiente e da Energia não esteja na cimeira. Contactado pela rádio RTP Antena 1, o ministério de Maria da Graça Carvalho afirma que o país será representado pela Agência para o Clima, numa delegação liderada pela presidente Ana Teresa Pérez.

Sobre o porquê da ausência da ministra, fonte oficial sublinha que esta cimeira é uma iniciativa à margem da COP (as conferências para o clima) e da ONU. 

Neste encontro, contam-se representações de 53 países, entre eles alguns produtores de carvão, petróleo ou gás, como o Canadá, Brasil e Austrália, além da União Europeia e países como a França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.
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