Sete anos de prisão para líder de rede de tráfico de bebés na Indonésia
Um tribunal da cidade indonésia de Bandung condenou hoje uma mulher a sete anos de prisão, por dirigir uma rede de tráfico de bebés entre a Indonésia e Singapura.
Lie Siu Luan, cidadã indonésia, foi considerada culpada pelo recrutamento, acolhimento, envio e transferência de vítimas "para fins de exploração", declarou o juiz.
Outros membros da mesma rede devem começar a ser julgados esta semana em Bandung, na província de Java Ocidental.
A acusação tinha pedido uma pena de 10 anos de prisão para a mulher de 70 anos, que admitiu ter enviado pelo menos 12 bebés para Singapura e liderado um grupo de 19 pessoas envolvidas na rede de tráfico desmantelada pelas autoridades indonésias no ano passado.
De acordo com a acusação, Lie Siu Lan iniciou a operação de tráfico para Singapura após um pedido, em 2022, de um residente da cidade Estado que desejava adotar uma criança sob pagamento de 17 mil dólares de Singapura (11.500 euros).
Outra arguida, Astri Fitrinika foi também considerada culpada de uma acusação semelhante e condenada a seis anos e sete meses de prisão.
As arguidas foram detidas no ano passado, depois de um dos pais ter denunciado à polícia, na província de Java Ocidental, o rapto do filho recém-nascido.
Os membros da rede desempenhavam papéis distintos: alguns eram responsáveis por encontrar os bebés, outros por cuidar das crianças e alguns tratavam dos documentos e dos passaportes.
A polícia resgatou vários bebés que estavam sob o controlo da rede na Indonésia antes de serem vendidos.
Outros bebés, rejeitados por potenciais clientes em Singapura, já tinham sido vendidos na Indonésia, incluindo a pais adotivos na capital, Jacarta.
O tráfico de pessoas é um problema recorrente na Indonésia, um vasto arquipélago composto por mais de 17 mil ilhas.
Num dos casos mais graves dos últimos anos, pelo menos 57 pessoas foram encontradas fechadas em jaulas numa plantação de óleo de palma na província de Sumatra do Norte, em 2022.