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Sete mortos e mais de 800 moçambicanos vítimas de xenofobia na África do Sul
Pelo menos sete moçambicanos morreram e mais de 800 foram vítimas de ataques xenófobos na África do Sul desde sexta-feira, anunciaram as autoridades na segunda-feira.
O Gabinete de Informação de Moçambique (Gabimfo) avançou na segunda-feira, em comunicado, que pouco mais de 800 moçambicanos residentes na cidade de Mossel Bay, na província sul-africana de Cabo Ocidental, foram, na última sexta-feira, vítimas de acções de xenofobia, um problema recorrente na África do Sul.
Segundo o Gabimfo, só no último sábado, pelo menos 300 moçambicanos regressaram, por meios próprios, a Moçambique e os pouco mais de 500 nacionais que permanecem naquele país encontravam-se albergados, desde então, num local seguro no Cabo Ocidental, estando já a decorrer, a partir de hoje, o processo do seu repatriamento para Moçambique.
"Os referidos compatriotas serão levados aos seus locais de origem, designadamente onde possuem as suas residências. Os cidadãos em causa são oriundos das províncias do Sul de Moçambique - Gaza, Inhambane, Maputo e Cidade de Maputo - e da província de Manica, na região centro", lê-se no comunicado.
À sua chegada à fronteira de Ressano Garcia, na Província de Maputo, os moçambicanos em processo de regresso forçado ao país recebem dois kits alimentares, sendo um para o seu uso imediato e outro para os primeiros 10 dias de restabelecimento nas suas zonas de origem.
"Tendo em conta a volatilidade da situação - o que inclui a exigência, por parte de grupos anti-imigrantes, no sentido de certos grupos de estrangeiros abandonem aquele país até 30 de junho corrente -, prevê-se o agravamento do atual quadro, estando o Governo a trabalhar para a necessária mitigação", alerta.
Face à situação, as autoridades moçambicanas garantem que têm estado, desde a ocorrência dos incidentes, a monitorar a situação, através do Consulado de Moçambique na Cidade do Cabo, que está engajado na prestação de assistência aos cidadãos nacionais afetados.
O porta-voz do Serviço Nacional de Migração (Senami) de Moçambique tinha dito hoje à agência Lusa que as autoridades sul-africanas vão deportar cerca de 600 moçambicanos vítimas de atos xenófobos naquele país.
"São cerca de 600 moçambicanos e só chegam amanhã [terça-feira]. São vítimas de xenofobia", disse Juca Bata, porta-voz do Senami.
Segundo o responsável, os transportes com os moçambicanos partiram hoje por volta das 14h00 da Cidade do Cabo, África do Sul, e chegam a Maputo, em Moçambique, na terça-feira de manhã, através da fronteira de Ressano Garcia, a maior e principal entre os dois países.
A África do Sul tem registado manifestações e tensões sociais visando migrantes, sendo que, no início do mês, uma marcha contra a imigração culminou em ataques a negócios de estrangeiros na província do Cabo Oriental, no este do país.
"Há a lamentar a morte de sete cidadãos moçambicanos, cinco dos quais por consequência direta dos ataques xenófobos e outros dois como resultado de um acidente de viação, quando viajavam, em viatura particular, de regresso a Moçambique", refere-se no documento.
Repatriamento em curso
Segundo o Gabimfo, só no último sábado, pelo menos 300 moçambicanos regressaram, por meios próprios, a Moçambique e os pouco mais de 500 nacionais que permanecem naquele país encontravam-se albergados, desde então, num local seguro no Cabo Ocidental, estando já a decorrer, a partir de hoje, o processo do seu repatriamento para Moçambique.
"Os referidos compatriotas serão levados aos seus locais de origem, designadamente onde possuem as suas residências. Os cidadãos em causa são oriundos das províncias do Sul de Moçambique - Gaza, Inhambane, Maputo e Cidade de Maputo - e da província de Manica, na região centro", lê-se no comunicado.
À sua chegada à fronteira de Ressano Garcia, na Província de Maputo, os moçambicanos em processo de regresso forçado ao país recebem dois kits alimentares, sendo um para o seu uso imediato e outro para os primeiros 10 dias de restabelecimento nas suas zonas de origem.
"Tendo em conta a volatilidade da situação - o que inclui a exigência, por parte de grupos anti-imigrantes, no sentido de certos grupos de estrangeiros abandonem aquele país até 30 de junho corrente -, prevê-se o agravamento do atual quadro, estando o Governo a trabalhar para a necessária mitigação", alerta.
Face à situação, as autoridades moçambicanas garantem que têm estado, desde a ocorrência dos incidentes, a monitorar a situação, através do Consulado de Moçambique na Cidade do Cabo, que está engajado na prestação de assistência aos cidadãos nacionais afetados.
"De referir que o Governo continuará a fazer o seguimento apropriado, através das suas missões consulares naquele país vizinho, bem assim por intermédio do Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior (INACE) e do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD)", conclui-se.
Moçambicanos chegam esta terça-feira
"São cerca de 600 moçambicanos e só chegam amanhã [terça-feira]. São vítimas de xenofobia", disse Juca Bata, porta-voz do Senami.
Segundo o responsável, os transportes com os moçambicanos partiram hoje por volta das 14h00 da Cidade do Cabo, África do Sul, e chegam a Maputo, em Moçambique, na terça-feira de manhã, através da fronteira de Ressano Garcia, a maior e principal entre os dois países.
A África do Sul tem registado manifestações e tensões sociais visando migrantes, sendo que, no início do mês, uma marcha contra a imigração culminou em ataques a negócios de estrangeiros na província do Cabo Oriental, no este do país.