Sindicalista Carlos Ortega condenado a mais de 15 anos prisão
O dirigente sindicalista opositor venezuelano Carlos Ortega, um dos líderes do movimento da greve geral na Venezuela no final de 2002, foi hoje condenado a 15 anos e 11 meses de prisão, anunciaram as televisões locais.
Antigo presidente da Central dos trabalhadores da Venezuela (CTV), Carlos Ortega, 58 anos, foi condenado por "rebelião civil e instigação para violar a lei".
As acusações de rebelião e instigação à violação da lei estão ligadas à paralisação da indústria petrolífera nacional entre Dezembro de 2002 e Fevereiro de 2003.
Com esta greve, as organizações sindicais, patronais e partidos políticos da oposição pressionaram sem sucesso a renúncia ou o derrube do Presidente do país, Hugo Chavez.
O juiz de Caracas declarou-o também culpado da utilização de documentos de identidade falsos.
Ortega vai cumprir a pena na prisão militar de Ramo Verde, em Los Teques (a 30 quilómetros a sudoeste da capital).
O sindicalista regressou clandestinamente à Venezuela em Agosto de 2004, depois de as autoridades costa-riquenhas lhe terem revogado o asilo.
O seu advogado indicou que vai recorrer da condenação, segundo as televisões venezuelanas.
Carlos Ortega foi o instigador, com Carlos Fernandez, um outro sindicalista, da greve geral que decorreu de Dezembro de 2002 a Fevereiro de 2003 e levou à derrocada da indústria petrolífera, considerada o pulmão do país.
Segundo o Governo, as perdas pecuniárias causadas pela greve ultrapassaram os 14.000 milhões de dólares e puseram o país à beira do colapso económico.