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Sismo de 6.3 atinge segunda cidade da Nova Zelândia
Um sismo de magnitude 6.3 na escala de Richter fez pelo menos 65 mortos e um número indeterminado de feridos na segunda cidade da Nova Zelândia, Christchurch. O tremor de terra aconteceu ao final da noite de ontem, hora portuguesa. Foi declarado o Estado de emergência e as equipas de salvamento calculam que o número de vítimas venha a aumentar com o decorrer dos trabalhos.
Trata-se do segundo abalo sofrido pelos habitantes de Christchurch em apenas cinco meses, mas já é considerado a maior tragédia natural nos últimos 80 anos.A 4 de setembro de 2010 Christchurch foi atingida por um sismo de 7.0; o tremor de terra não fez qualquer morte mas provocou prejuízos consideráveis
A indicação do número de vítimas foi avançada pelo próprio primeiro-ministro neo-zelandês. John Key admite que este pode ser “o dia mais negro da história da Nova Zelândia” e aponta para a possibilidade de o número de vítimas vir a subir à medida que se desenrolam os trabalhos de busca em edifícios que colapsaram.
O chefe do governo decretou entretanto o estado de emergência nesta cidade de cerca de 350 mil habitantes.
“É difícil de explicar. Uma cidade que há apenas umas horas era vibrante caiu agora por terra”, declarou John Key a uma televisão local.
Epicentro a escassos quilómetros da cidade
O primeiro-ministro comparou a cidade com uma zona de guerraA histórica Christchurch é considerada a cidade mais inglesa fora de Inglaterra e tem por hábito acolher estudantes estrangeiros:"Vai haver mortes, vai haver muitos feridos, vai haver muita dor nesta cidade", lamentou Key, que tem ele próprio família em Christchurch.
As equipas de busca e salvamento procuram 200 operários, dos quais se desconhece o paradeiro. Sabe-se apenas que trabalhavam num prédio que colapsou.
Perante um cenário de devastação, o presidente da câmara local assinalava que a situação "não podia ser pior" e advertiu a população: "Devemos preparar-nos para um número de mortes significativo".
Num prognóstico negro, Bob Parker admitia: "Não falamos de milhares, mas com certeza dezenas de pessoas não serão salvas".Nas últimas horas foram sentidas várias réplicas, a mais forte de 5.6 na escala de Richter
O sismo foi registado às 12H51 locais (23H51 em Lisboa). O epicentro foi localizado à profundidade de 4 km e a meros 5 km de distância de Christchurch.
Cinco famílias portuguesas na região
De acordo com o gabinete do secretário de Estado das Comunidades não há para já notícias de portugueses apanhados nesta tragédia.
"Temos registadas cinco famílias portuguesas na região, mas para já não há conhecimento de que tenham sido afetadas", anotou fonte do gabinete.
Barroso envia mensagem de condolências
Da Europa chegou já uma mensagem à Nova Zelândia assinada pelo punho do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
"As notícias e imagens do terrível sismo que atingiu a Nova Zelândia, e em particular a cidade de Christchurch, encheram-me de consternação e tristeza", escreveu Durão Barroso numa mensagem de solidariedade às famílias das vítimas e aos "homens e mulheres que lutam por salvar" todos os que se encontram presos nos escombros.
O presidente da comissão colocou ainda à disposição do país a ajuda europeia: “A União Europeia está pronta a prestar assistência se necessário”.
A indicação do número de vítimas foi avançada pelo próprio primeiro-ministro neo-zelandês. John Key admite que este pode ser “o dia mais negro da história da Nova Zelândia” e aponta para a possibilidade de o número de vítimas vir a subir à medida que se desenrolam os trabalhos de busca em edifícios que colapsaram.
O chefe do governo decretou entretanto o estado de emergência nesta cidade de cerca de 350 mil habitantes.
“É difícil de explicar. Uma cidade que há apenas umas horas era vibrante caiu agora por terra”, declarou John Key a uma televisão local.
Epicentro a escassos quilómetros da cidade
O primeiro-ministro comparou a cidade com uma zona de guerraA histórica Christchurch é considerada a cidade mais inglesa fora de Inglaterra e tem por hábito acolher estudantes estrangeiros:"Vai haver mortes, vai haver muitos feridos, vai haver muita dor nesta cidade", lamentou Key, que tem ele próprio família em Christchurch.
As equipas de busca e salvamento procuram 200 operários, dos quais se desconhece o paradeiro. Sabe-se apenas que trabalhavam num prédio que colapsou.
Perante um cenário de devastação, o presidente da câmara local assinalava que a situação "não podia ser pior" e advertiu a população: "Devemos preparar-nos para um número de mortes significativo".
Num prognóstico negro, Bob Parker admitia: "Não falamos de milhares, mas com certeza dezenas de pessoas não serão salvas".Nas últimas horas foram sentidas várias réplicas, a mais forte de 5.6 na escala de Richter
O sismo foi registado às 12H51 locais (23H51 em Lisboa). O epicentro foi localizado à profundidade de 4 km e a meros 5 km de distância de Christchurch.
Cinco famílias portuguesas na região
De acordo com o gabinete do secretário de Estado das Comunidades não há para já notícias de portugueses apanhados nesta tragédia.
"Temos registadas cinco famílias portuguesas na região, mas para já não há conhecimento de que tenham sido afetadas", anotou fonte do gabinete.
Barroso envia mensagem de condolências
Da Europa chegou já uma mensagem à Nova Zelândia assinada pelo punho do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
"As notícias e imagens do terrível sismo que atingiu a Nova Zelândia, e em particular a cidade de Christchurch, encheram-me de consternação e tristeza", escreveu Durão Barroso numa mensagem de solidariedade às famílias das vítimas e aos "homens e mulheres que lutam por salvar" todos os que se encontram presos nos escombros.
O presidente da comissão colocou ainda à disposição do país a ajuda europeia: “A União Europeia está pronta a prestar assistência se necessário”.