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Sismo de 7,3 e alerta de tsunami no Japão

Sismo de 7,3 e alerta de tsunami no Japão

Um sismo de magnitude 7,3 na escala de Richter abalou o distrito de Fukushima, no noroeste do Japão e deu lugar a um alerta de Tsunami.

RTP /
Reuters

O sismo sentiu-se de forma especialmente intensa na ilha principal de Honshu, incluindo Tóquio, despertando milhões de pessoas na região, já antes fustigada pelo grande tsunami de março de 2011, que custou 20.000 vidas e um acidente nuclear sem precedentes na central  nuclear de Fukushima.

Este sismo foi registado às 05h59 de terça-feira (20h59 de segunda feira em Lisboa) e o seu epicentro situou-se a uma profundidade de 10 quilómetros e, segundo a agência Reuters, a cerca de 300 quilómetros de Tóquio.

A emissora pública NHK pediu às pessoas para avisarem os vizinhos e fugirem por causa do tsunami. Admite-se que as marés altas possam causar ondas de três metros de altura em alguns locais, incluindo na costa de Fukushima. O alerta de tsunami foi entretanto alargado ao distrito de Miyagi, cujos moradores receberam instruções para evacuar as respectivas casas e para procurarem refúgio em lugares mais elevados.

Ainda segundo a NHK, citada pela agência noticiosa dpa, foi avistada uma primeira vaga diante da costa, por agora medindo um metro - muito inferior aos três metros que se antecipara. Os especialistas avisam que a altura das vagas poderá aumentar, mas a sismóloga norte-americana Lucy Jones, citada em The Guardian, considera que o tsunami causado por este sismo será muito inferior ao de 2011.

A operadora de centrais nucleares Tepco (Tokyo Electric Power Company) garantiu que não houve qualquer fuga de água de refrigeração. Depois de ter suspendido a actividade, retomou-a por volta das 8h30 locais (23h30 de Lisboa) no reactor 3 de Fukushima, devendo em breve fazê-lo nos restantes.

O primeiro-ministro nipónico Shinzo Abe encontra-se neste momento em Lima, para Cimeira Ásia-Pacífico, mas emitiu uma declaração tranquilizadora. O Governo de Tóquio, por seu lado, anunciou que iria criar um gabinete de crise para acompanhar o evoluir da situação.

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