Sobe para 114 total de mortos na época das chuvas em Moçambique com 680 mil afetados

O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 114, com seis pessoas desaparecidos, 99 feridas e quase 680 mil afetadas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Lusa /
Lusa

De acordo com a base de dados do INGD, com números de 01 de outubro até ao final do dia 19 de janeiro, abrangendo já o atual período de cheias generalizadas no país, foram afetadas até ao momento 677.831 pessoas, equivalente a 141.818 famílias, com 11.367 casas parcialmente destruídas e 4.910 totalmente destruídas, agravando o balanço anterior.

Até sexta-feira era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional. Desde 21 de dezembro, pouco antes do início da fase atual de fortes e consecutivas chuvas, o INGD contabiliza 13 mortos.

Dos 83 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 72 permanecem agora ativos, com 88.525 pessoas, incluindo as 58.616 que já tiveram de ser retiradas das áreas evacuadas, segundo os mesmos dados do INGD.

Na nova atualização foram afetadas ainda, até ao momento, 56 unidades sanitárias e 44 casas de culto, além de 318 escolas, sete pontes, 27 aquedutos, 2.515 quilómetros de estrada danificados e 193 postes de eletricidade tombados.

O registo do INGD aponta ainda para 165.841 hectares de área agrícola afetados, dos quais 75.769 hectares dados como perdidos, afetando 112.570 agricultores, além da morte de 61.627 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

O Governo moçambicano estima que 40% da província de Gaza está submersa, devido às fortes cheias dos últimos dias, e que vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de, pelo menos, 152 quilómetros de estradas nacionais.

As autoridades moçambicanas montaram segunda-feira um centro de coordenação nacional, liderado pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no aeroporto de Xai-Xai, província de Gaza.

Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há vários dias, e que estão a obrigar as barragens, incluindo dos países vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade.

Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, cerca de uma dezena de meios aéreos.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

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