Sociedade civil timorense pede deportação de estrangeiros envolvidos em jogo `online`

Sociedade civil timorense pede deportação de estrangeiros envolvidos em jogo `online`

Uma associação timorense de organizações não-governamentais (ONG) apelou hoje ao Governo do país para que deporte cidadãos estrangeiros envolvidos em atividades ilegais `online` e reforce o controlo da entrada de cidadãos da China, Camboja e Indonésia.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Pedimos ao Governo que deporte aqueles cidadãos para os seus países de origem e que proíba a entrada de pessoas provenientes da China, Camboja e Indonésia que não tenham um objetivo claro para entrar no nosso país", afirmou, em conferência de imprensa, o diretor-executivo Fórum das Organizações Não Governamentais de Timor-Leste (Fongtil), Inocêncio de Jesus Xavier.

Segundo Xavier, estes cidadãos estrangeiros mencionados "apenas prejudicam a imagem do Estado timorense" junto da comunidade internacional.

O fórum apelou também aos tribunais para conduzirem os processos judiciais com independência, imparcialidade e transparência.

"Assumimos uma posição firme contra estes cidadãos e pedimos às autoridades, especialmente aos tribunais, que apliquem penas adequadas e procedam à sua deportação para os respetivos países. Essa é a melhor solução", afirmou Inocêncio Xavier.

As autoridades timorenses detiveram nas últimas semanas mais de 500 cidadãos estrangeiros, maioritariamente oriundos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeita de envolvimento em atividades ilegais `online`.

O Tribunal Judicial de Primeira Instância Díli aplicou à maioria dos detidos medidas de coação, nomeadamente obrigação de apresentação periódica e proibição de saída do território timorense.

O diretor-executivo da Fongtil pediu à Polícia Nacional de Timor-Leste e à Polícia Científica de Investigação Criminal para reforçarem a cooperação institucional e a capacidade operacional no combate ao cibercrime e ao crime organizado.

Um relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre a Droga e o Crime (UNODC) referiu que os recentes desenvolvimentos em Timor-Leste mostram a deslocação dos centros de burlas no Sudeste Asiático.

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