Mundo
Starmer assume responsabilidade pelos maus resultados do Partido Trabalhista mas recusa demitir-se
O líder do Partido Reformista, Nigel Farage, fala numa "mudança verdadeiramente histórica", depois de ter conquistado mais de 300 lugares e se ter tornado uma das principais forças políticas locais.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, assume a responsabilidade pelos maus resultados do Partido Trabalhista nas eleições locais, mas recusa abandonar o cargo.
"Não vou abandonar o partido e mergulhar o país no caos", disse Starmer esta sexta-feira, após serem conhecidos os primeiros resultados das eleições locais que apontam para pesadas derrotas do Partido Trabalhista.
“Dias como este não enfraquecem minha determinação em promover a mudança que prometi”, declarou.
O Partido Trabalhista (“Labour”) perdeu centenas de vereadores e controlo de vários municípios importantes. Por sua vez, o “Reform UK”, de Nigel Farage, teve um avanço histórico, conquistando mais de 300 lugares e tornando-se uma das principais forças políticas locais.
“Mudança histórica”
O Partido Trabalhista perdeu apoios em áreas que já divulgaram os primeiros resultados, incluindo bastiões tradicionais em antigas regiões industriais do centro e norte de Inglaterra, para além de algumas partes de Londres. De acordo com os primeiros resultados, o “Reform” UK conquistou 335 lugares nas Câmaras Municipais em Inglaterra, enquanto o Partido Trabalhista perdeu 247 lugares e o Partido Conservador 127.
O “Labour” perdeu o controlo do município de Tameside, na Grande Manchester, pela primeira vez em quase 50 anos, depois de o Partido Reformista ter conquistado todos os 14 lugares que o Partido Trabalhista detinha.
Na vizinha Wigan, uma antiga comunidade mineira que controlava há mais de 50 anos, o Partido Trabalhista perdeu também todos os 20 lugares para o “Reform UK”, e em Salford, o partido manteve apenas três dos 16 lugares que disputava.
Para além disso, o Partido Reformista pode formar a principal oposição na Escócia e no País de Gales ao Partido Nacional Escocês (SNP) e ao “Plaid Cymru”, ambos pró-independência.
Teste à autoridade de Starmer
As eleições para 136 autarquias em Inglaterra, juntamente com os parlamentos regionais da Escócia e do País de Gales, representam o teste mais significativo da opinião pública antes das próximas eleições gerais, previstas para 2029.
Embora os governos em funções enfrentem frequentemente dificuldades nas eleições intercalares, as sondagens previam que o Partido Trabalhista poderia perder o maior número de lugares nas eleições locais desde que o ex-primeiro-ministro conservador John Major perdeu mais de 2.000 em 1995.
Alguns deputados trabalhistas afirmaram que, se o partido tiver um mau desempenho na Escócia, perder o poder no País de Gales e não conseguir manter muitos dos cerca de 2.500 lugares nas autarquias que detém em Inglaterra, Starmer enfrentará uma nova pressão para se demitir ou, pelo menos, estabelecer um calendário para a sua saída.
Starmer foi eleito primeiro-ministro do Reino Unido em 2024 com uma das maiores maiorias parlamentares da história moderna britânica, sob a promessa de trazer estabilidade após anos de caos político. Mas o seu mandato tem sido marcado por inúmeras mudanças de rumo nas suas políticas, uma rotatividade constante de conselheiros e pela polémica nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos, que foi demitido nove meses depois pelas suas ligações ao criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein.
Apesar disso, Starmer insiste que vai liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições e o partido nunca conseguiu destituir um primeiro-ministro em exercício nos seus 125 anos de história.
c/agências
"Não vou abandonar o partido e mergulhar o país no caos", disse Starmer esta sexta-feira, após serem conhecidos os primeiros resultados das eleições locais que apontam para pesadas derrotas do Partido Trabalhista.
“Dias como este não enfraquecem minha determinação em promover a mudança que prometi”, declarou.
These are tough results for Labour. There’s no sugarcoating it. We’ve lost brilliant Labour representatives who’ve stood up for their communities.
— Keir Starmer (@Keir_Starmer) May 8, 2026
People are still frustrated. Their lives aren’t changing fast enough. We haven’t offered enough hope or optimism for the future.
I… pic.twitter.com/fX70cmFKpQ
Starmer afirma que "nos próximos dias" irá "apresentar os próximos passos" que o Partido Trabalhista tomará para convencer o eleitorado. Questionado se se candidatará nas próximas eleições gerais, Starmer respondeu: "Sim. Fui eleito para um mandato de cinco anos e pretendo cumpri-lo até o fim”.
"Tomámos uma série de decisões, que foram as decisões certas em termos de estabilizar a economia, investir nos nossos serviços públicos e não nos deixarmos arrastar para a guerra com o Irão. Mas também cometemos erros desnecessários. E a minha tarefa agora é definir os passos que vamos dar para concretizar a mudança que as pessoas querem e merecem", vincou.
O Partido Trabalhista (“Labour”) perdeu centenas de vereadores e controlo de vários municípios importantes. Por sua vez, o “Reform UK”, de Nigel Farage, teve um avanço histórico, conquistando mais de 300 lugares e tornando-se uma das principais forças políticas locais.
“Mudança histórica”
O Partido Trabalhista perdeu apoios em áreas que já divulgaram os primeiros resultados, incluindo bastiões tradicionais em antigas regiões industriais do centro e norte de Inglaterra, para além de algumas partes de Londres. De acordo com os primeiros resultados, o “Reform” UK conquistou 335 lugares nas Câmaras Municipais em Inglaterra, enquanto o Partido Trabalhista perdeu 247 lugares e o Partido Conservador 127.
O “Labour” perdeu o controlo do município de Tameside, na Grande Manchester, pela primeira vez em quase 50 anos, depois de o Partido Reformista ter conquistado todos os 14 lugares que o Partido Trabalhista detinha.
Na vizinha Wigan, uma antiga comunidade mineira que controlava há mais de 50 anos, o Partido Trabalhista perdeu também todos os 20 lugares para o “Reform UK”, e em Salford, o partido manteve apenas três dos 16 lugares que disputava.
Para além disso, o Partido Reformista pode formar a principal oposição na Escócia e no País de Gales ao Partido Nacional Escocês (SNP) e ao “Plaid Cymru”, ambos pró-independência.
"Estamos aqui para ficar", comemorou Farage, afirmando que os resultados mostram “uma mudança verdadeiramente histórica”.
It’s been a very good morning. The best is yet to come.
— Nigel Farage MP (@Nigel_Farage) May 8, 2026
Thank you for voting Reform. pic.twitter.com/I6vCqVkI9i
As eleições para 136 autarquias em Inglaterra, juntamente com os parlamentos regionais da Escócia e do País de Gales, representam o teste mais significativo da opinião pública antes das próximas eleições gerais, previstas para 2029.
Embora os governos em funções enfrentem frequentemente dificuldades nas eleições intercalares, as sondagens previam que o Partido Trabalhista poderia perder o maior número de lugares nas eleições locais desde que o ex-primeiro-ministro conservador John Major perdeu mais de 2.000 em 1995.
Alguns deputados trabalhistas afirmaram que, se o partido tiver um mau desempenho na Escócia, perder o poder no País de Gales e não conseguir manter muitos dos cerca de 2.500 lugares nas autarquias que detém em Inglaterra, Starmer enfrentará uma nova pressão para se demitir ou, pelo menos, estabelecer um calendário para a sua saída.
Starmer foi eleito primeiro-ministro do Reino Unido em 2024 com uma das maiores maiorias parlamentares da história moderna britânica, sob a promessa de trazer estabilidade após anos de caos político. Mas o seu mandato tem sido marcado por inúmeras mudanças de rumo nas suas políticas, uma rotatividade constante de conselheiros e pela polémica nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos, que foi demitido nove meses depois pelas suas ligações ao criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein.
Apesar disso, Starmer insiste que vai liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições e o partido nunca conseguiu destituir um primeiro-ministro em exercício nos seus 125 anos de história.
c/agências