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Supremo da Coreia do Sul mantém prisão perpétua para capitão de ferry naufragado

Supremo da Coreia do Sul mantém prisão perpétua para capitão de ferry naufragado

O Supremo Tribunal da Coreia do Sul decidiu hoje manter a pena de prisão perpétua a que foi condenado o capitão do `ferry` Sewol, considerando que efetivamente causou a morte de mais de 300 passageiros para se salvar.

Lusa /

O Sewol, que transportava 476 pessoas a bordo, afundou-se a 16 de abril de 2014, causando 304 mortos, a maioria dos quais estudantes.

A sobrecarga do navio, a incompetência da tripulação e obras de redimensionamento ilegais na estrutura do barco estiveram na origem do desastre, um dos maiores na história do país.

O capitão Lee Jun-Seok e membros da tripulação foram publicamente vilipendiados, sobretudo depois da divulgação de um vídeo que mostrava o grupo a escapar enquanto centenas de pessoas permaneciam encurraladas dentro do `ferry`.

"O capitão Lee fez com que fosse impossível aos passageiros deixarem o barco por si próprios ao escapar do navio primeiro sem emitir uma ordem de evacuação", disse o juiz Yang Sung-Tae na leitura da sentença.

"Isto é equivalente a empurrar os passageiros para a água e a deixá-los afogar", realçou.

No primeiro julgamento, há um ano, Lee, agora com 70 anos, foi absolvido das acusações de homicídio e condenado antes por negligência grave.

Essa decisão foi, contudo, anulada em sede de recurso, em abril, quando um tribunal o condenou por homicídio e à pena de prisão perpétua -- veredito ratificado hoje.

O Supremo Tribunal também manteve as penas de prisão para 14 membros da tripulação do `ferry`, as quais oscilam entre 18 meses e 12 anos.

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