Taipé rejeita afirmações de Pequim sobre alegado "cerco" marítimo

Taipé rejeita afirmações de Pequim sobre alegado "cerco" marítimo

Taiwan rejeitou hoje as alegações de Pequim de que as recentes manobras marítimas a leste da ilha permitiram à China "cercar" o território ou exercer jurisdição sobre aquelas águas, afirmando que os navios chineses foram monitorizados.

Lusa /
Dado Ruvic - Reuters

Num comunicado, a Administração da Guarda Costeira de Taiwan classificou como "afastadas da realidade" as informações divulgadas pelos órgãos de comunicação chineses sobre a conclusão de uma operação especial em águas a leste de Taiwan e sobre a formação de um alegado circuito triangular que, segundo essas notícias, teria permitido à China estabelecer um "cerco" à ilha.

O organismo sustentou que, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, Taiwan detém direitos soberanos sobre a sua zona económica exclusiva a leste da ilha e afirmou que a China não exerce jurisdição sobre aquelas águas.

A entidade acrescentou que as suas embarcações realizaram operações de acompanhamento e vigilância dos navios chineses e considerou "contraditórias" as alegações de Pequim de que completou missões de reconhecimento ou estabeleceu um "cerco" a Taiwan.

A Administração da Guarda Costeira acusou ainda a China de recorrer a atividades de "assédio" e de tentar criar uma falsa impressão de jurisdição sobre aquelas águas, assegurando que responderá a qualquer tentativa de outros países de exercer controlo sobre áreas marítimas que considera sob a sua soberania.

A China deu por concluídas na quarta-feira as manobras marítimas e de reconhecimento realizadas durante cinco dias a leste de Taiwan, uma operação que as autoridades chinesas descreveram como uma resposta às conversações iniciadas pelo Japão e pelas Filipinas para delimitar as respetivas zonas económicas exclusivas naquela área.

Pequim considera Taiwan uma província sua, enquanto o Governo taiwanês rejeita essa reivindicação e sustenta que apenas os habitantes do território podem decidir o seu futuro.

 

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