Taiwan confiante na relação com Estados Unidos antes da cimeira Xi-Trump

Taiwan confiante na relação com Estados Unidos antes da cimeira Xi-Trump

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Lin Chia-lung, reafirmou hoje a confiança no "desenvolvimento estável" das relações com Washington, antes do encontro, esta semana, entre os presidentes da China e dos Estados Unidos.

Lusa /

"A convite do Presidente Xi Jinping, o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald J. Trump, vai realizar uma visita de Estado à China de 13 a 15 de maio", afirmou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em comunicado.

A visita será a primeira de um presidente dos EUA à China desde a realizada por Trump em 2017, durante o seu primeiro mandato, e acontece numa altura de inúmeras disputas bilaterais, que incluem questões sobre Taiwan e o mar do Sul da China.

Em declarações divulgadas pela agência de notícias pública taiwanesa CNA, Lin assegurou que Taipé irá "acompanhar de perto" o encontro e que mantém também "comunicação constante" com o Governo norte-americano.

O ministro recordou que Washington reiterou em "várias ocasiões" que a política em relação a Taiwan "não vai mudar".

Na semana passada, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, o secretário de Estado Marco Rubio indicou que Taiwan "será um tema de discussão" no encontro entre Xi e Trump.

"Entendemos que os chineses compreendem a nossa posição sobre esta questão, e nós compreendemos a deles. E acredito que ambos os lados --- repito, sem antecipar o que vai acontecer nas negociações --- compreendem que não é do interesse de nenhum dos lados que ocorra qualquer acontecimento desestabilizador naquela parte do mundo", disse Rubio.

Pequim considera Taiwan --- governada autonomamente desde 1949 --- uma "parte inalienável" do território chinês e não descarta o uso da força para assumir o controlo, uma posição rejeitada pelo Governo taiwanês, que sustenta que só os 23 milhões de habitantes da ilha têm o direito de decidir o seu futuro político.

Há mais de sete décadas que os EUA estão no meio das disputas entre os dois lados, uma vez que Washington está legalmente obrigado por lei a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha relações diplomáticas com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com Pequim.

No final de abril, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou numa conversa telefónica com Marco Rubio que Taiwan constitui o "maior ponto de risco" nas relações entre a China e os Estados Unidos e instou Washington a "honrar os seus compromissos, tomar a decisão correta e abrir novas áreas de cooperação".

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