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Tiroteio em escola nos EUA. Três mortos e sete feridos
Identificado pela policia como um ex-aluno, o suspeito entrou numa escola do estado do Missouri e disparou contra os alunos. Morreram três pessoas, incluindo o alegado atirador e registaram-se sete feridos. Ainda não se conhece a motivação do tiroteio desta segunda-feira.
Depois das 9 horas da manhã em St Louis (13h00 em Lisboa), no estado norte-americado de Missouri, a Central Visual & Performing Arts High School já tinha fechado as portas e os cerca de 400 alunos iniciado as aulas.
O suspeito de 19 anos terá começado aos tiros, provocando o pânico no interior da escola e feito soar os alarmes. Desconhece-se como o atirador conseguiu entrar na escola.
David Williams, professor de Matemática, relatou que o diretor da escola alertou funcionários e alunos pelo sistema de som público com a frase de código correspondente a um atirador escolar. Descreveu ainda ter ouvido vários tiros fora de sua sala de aula, acrescentando que uma janela na porta da classe foi atingida.
"Nós corremos muito, muito rápido ... e estávamos a chorar, estávamos todos abalados com isto", descreveu o aluno Raven Terry. Contou também que o agressor "caminhou em direção a uma amiga e perguntou: Tu estás pronta para morrer?".
"Eu estava a tentar correr mas não consegui", disse a aluna. "Eu e ele fizemos contato visual, mas não fui atingida porque a arma dele ficou presa."
Outras testemunhas também disseram que muitas vidas foram salvas devido à arma do atirador ter encravado no meio do ataque.
Gholston ainda contou que ouviu o agressor dizer: "Estou cansado desta maldita escola".
Os funcionários de segurança da escola agiram rapidamente e chamaram a polícia.
As vítimas da arma de fogo
O comissário de polícia da cidade, Michael Sack esclareceu que o agressor tinha uma arma longa e de precisão. Depois de neutralizado, foi encontrado carregando centenas de balas. As munições foram classificadas de alta capacidade, disse Sack mais tarde: "Isso poderia ter sido muito pior".
As autoridades adiantaram, em conferência de imprensa, que o agressor poderia sofrer de doença mental mas não tinha antecedentes criminais:"Há suspeitas de que pode ter havido alguma doença mental que ele estava enfrentando. Estamos a trabalhar para desenvolver essa informação".
"Este é um dia de partir o coração para todos nós", acrescentou o comissário. A participar na investigação está também o FBI.
Identificado pela polícia como um ex-aluno da escola, o suspeito foi atingido durante a troca de tiros e não resistiu aos ferimentos.
As outras duas vítimas mortais são uma adolescente de 16 anos que foi declarada morta dentro da escola. A terceira era uma professora que acabou por perder a vida já no hospital, relatou a polícia à comunicação social.
"A minha mãe adorava crianças", disse a filha da professora, Abigail Kuczka. “Ela morreu protegendo os alunos”, acrescentou.
A professora Jean Kuczka tinha 61 anos e lecionava Saúde e Educação Física.
Os sete feridos - três meninas e quatro meninos - tiveram ferimentos sem risco de vida, de acordo com os media locais.
"A minha mãe adorava crianças", disse a filha da professora, Abigail Kuczka. “Ela morreu protegendo os alunos”, acrescentou.
A professora Jean Kuczka tinha 61 anos e lecionava Saúde e Educação Física.
Os sete feridos - três meninas e quatro meninos - tiveram ferimentos sem risco de vida, de acordo com os media locais.
A onda de tiroteios em escolas nos Estados Unidos tem feito dezenas de mortos e feridos. Este ano, um dos ataques mais mortíferos ocorreu em maio, quando um atirador matou 19 crianças e dois adultos em Uvalde, Texas.
Pelo menos 1100 jovens morreram nos EUA com armas de fogo, durante 2022.