Mundo
Transportes param em Atenas após tentativa policial para desmobilizar greve do metro
Os trabalhadores dos vários transportes públicos de Atenas paralisaram esta sexta-feira, em solidariedade com os colegas do metropolitano a quem o governo decretou a requisição civil. De madrugada, a polícia de choque tomou de assalto o depósito dos comboios, onde dezenas de grevistas se tinham barricado para desafiar a ordem governamental. Os sindicatos dos transportes prometem continuar as paralisações, apesar do risco de serem acusados do crime de desobediência, que acarreta uma pena de prisão até cinco anos.
Está prevista para as próximas horas uma grande manifestação de protesto do setor.
As novas paralisações dos transportes foram decretadas em cima da hora o que tornou caótico o tráfego na capital grega. Apanhados de surpresa, milhares de habitantes de Atenas tiveram de recorrer a táxis ou de ir a pé para os empregos
Governo recorreu à requisição civil
Com o metropolitano parado há nove dias, o governo conservador de Antonis Samaras recorreu à requisição civil para tentar acabar com a greve. Trata-se de uma lei raramente aplicada na Grécia, que só foi invocada nove vezes desde o fim da ditadura dos coroneis gregos em 1975.
No raide desta madrugada, cerca de 100 agentes da policia de choque forçaram os portões do depósito do metro situadas na parte ocidental de Atenas, para remover o piquete que se tinha barricado no interior.
Os grevistas não ofereceram resistência e não há relatos de violência. Três pessoas foram detidas mas libertadas poucas horas depois.
Sindicatos dizem que o governo quer cortar 25 por cento nos salários
Os trabalhadores do metro de Atenas estão indignados com os planos do governo para eliminar os atuais contratos do setor, como parte de uma reforma mais vasta dos ordenados do setor público. Segundo os sindicatos, a medida vai implicar uma redução de 25 por cento nos salários.
Trata-se de uma das medidas de corte de salários e de pensões impostas pelos credores da Grécia . As medidas da troika acarretaram um agravamento da recessão profunda que já dura há seis anos e uma taxa de desemprego que já atingiu os 26 por cento.
Face às greves de solidariedade que agora se estendem a todo o setor dos transportes ateniense, o governo grego defendeu a decisão de aplicar a requisição civil aos trabalhadores do metro.
Governo diz que não pode haver exceções
“Somos uma sociedade, uma economia, a atravessar uma fase muito difícil”, disse o porta-voz governamental Simos Kedikoglou, “as pessoas não podem pedir exceções…”
Na ocasião, Simos Kedikoglou previu que a circulação de comboios seria restabelecida no fim de semana, mas antes disso a rede do metro e as composições terão de ser alvo de verificações de segurança que demoram algum tempo.
"Emergências em tempo de paz"
A lei de requisição civil foi alvo de uma emenda em 2007, para poder lidar com “emergências em tempo de paz”. A medida só foi usada nove vezes desde o fim da ditadura militar grega, e três delas foram nos últimos dois anos, para responder a greves provocadas pelas medidas de austeridade que foram impostas à Grécia em troca dos resgates internacionais.
Os trabalhadores que desafiarem a notificação para regressar ao trabalho estão sujeitos à detenção e a penas que variam entre os três meses e os cinco anos de prisão.
As novas paralisações dos transportes foram decretadas em cima da hora o que tornou caótico o tráfego na capital grega. Apanhados de surpresa, milhares de habitantes de Atenas tiveram de recorrer a táxis ou de ir a pé para os empregos
Governo recorreu à requisição civil
Com o metropolitano parado há nove dias, o governo conservador de Antonis Samaras recorreu à requisição civil para tentar acabar com a greve. Trata-se de uma lei raramente aplicada na Grécia, que só foi invocada nove vezes desde o fim da ditadura dos coroneis gregos em 1975.
No raide desta madrugada, cerca de 100 agentes da policia de choque forçaram os portões do depósito do metro situadas na parte ocidental de Atenas, para remover o piquete que se tinha barricado no interior.
Os grevistas não ofereceram resistência e não há relatos de violência. Três pessoas foram detidas mas libertadas poucas horas depois.
Sindicatos dizem que o governo quer cortar 25 por cento nos salários
Os trabalhadores do metro de Atenas estão indignados com os planos do governo para eliminar os atuais contratos do setor, como parte de uma reforma mais vasta dos ordenados do setor público. Segundo os sindicatos, a medida vai implicar uma redução de 25 por cento nos salários.
Trata-se de uma das medidas de corte de salários e de pensões impostas pelos credores da Grécia . As medidas da troika acarretaram um agravamento da recessão profunda que já dura há seis anos e uma taxa de desemprego que já atingiu os 26 por cento.
Face às greves de solidariedade que agora se estendem a todo o setor dos transportes ateniense, o governo grego defendeu a decisão de aplicar a requisição civil aos trabalhadores do metro.
Governo diz que não pode haver exceções
“Somos uma sociedade, uma economia, a atravessar uma fase muito difícil”, disse o porta-voz governamental Simos Kedikoglou, “as pessoas não podem pedir exceções…”
Na ocasião, Simos Kedikoglou previu que a circulação de comboios seria restabelecida no fim de semana, mas antes disso a rede do metro e as composições terão de ser alvo de verificações de segurança que demoram algum tempo.
"Emergências em tempo de paz"
A lei de requisição civil foi alvo de uma emenda em 2007, para poder lidar com “emergências em tempo de paz”. A medida só foi usada nove vezes desde o fim da ditadura militar grega, e três delas foram nos últimos dois anos, para responder a greves provocadas pelas medidas de austeridade que foram impostas à Grécia em troca dos resgates internacionais.
Os trabalhadores que desafiarem a notificação para regressar ao trabalho estão sujeitos à detenção e a penas que variam entre os três meses e os cinco anos de prisão.