Três detidos e sete polícias feridos após confrontos em marcha anti-Sánchez em Madrid
Três pessoas foram detidas e sete agentes da polícia nacional de Espanha ficaram ligeiramente feridos em Madrid, durante confrontos no final de um protesto a exigir a demissão do primeiro-ministro socialista, Pedro Sánchez, segundo fonte oficial.
Os incidentes ocorreram quando a polícia impediu que alguns manifestantes alcançassem o Palácio da Moncloa, sede da Presidência do Governo espanhol, procurando alterar o percurso previamente autorizado da chamada `Marcha pela Dignidade`, que decorreu hoje de manhã, adiantou a Delegação do Governo em Madrid.
Sob o slogan "Sánchez, demite-te agora!" e transportando bandeiras espanholas, os manifestantes entoaram diferentes slogans contra o executivo da coligação partilhado pelo PSOE (socialista) e Sumar (esquerda radical), o ex-primeiro-ministro socialista José Luis Rodríguez Zapatero, acusado de tráfico de influências, e também contra alguns meios de comunicação que cobriam a manifestação, cujo trabalho tentaram boicotar.
A marcha, convocada pela Sociedade Civil Espanhola, que coordena mais de 150 associações civis, à qual se juntaram os partidos PP (direita) e Vox (extrema-direita), contou com a participação de 120.000 pessoas, segundo os organizadores, enquanto a Delegação do Governo em Madrid situou a afluência em 40.000 pessoas.
Os líderes do PP, liderados pela sua porta-voz no Senado, Alicia García, e Vox, liderados pelo seu presidente, Santiago Abascal, juntaram-se à marcha para pedir a saída de Sánchez devido ao "desastre" a que afirmam estar a conduzir Espanha.