Trump assina decreto para pagar a funcionários de agência de segurança de aeroportos
O Presidente norte-americano, Donald Trump, promulgou hoje um decreto que autoriza o pagamento de salários a funcionários da Administração de Segurança nos Transportes (TSA), após legislação para financiar a agência responsável pelos aeroportos ter paralisada no Congresso.
"O sistema de transporte aéreo dos Estados Unidos atingiu o seu ponto de rutura", afirma Trump no memorando que autoriza os pagamentos.
"Concluí que estas circunstâncias constituem uma situação de emergência que compromete a segurança da nação", justifica.
Trump adianta que, para efetuar os pagamentos, o seu governo utilizará "fundos que tenham uma ligação razoável e lógica às operações da TSA", tutelada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês).
O secretário da Segurança Interna, Markwayne Mullin, afirmou hoje que os funcionários da TSA "deverão começar a receber os seus salários já na segunda-feira".
Os trabalhadores da TSA são considerados funcionários "essenciais" durante um encerramento do Governo federal, o que os obriga a trabalhar mesmo que não haja fundos para lhes pagar, mas muitos não têm comparecido ao trabalho.
O destacamento nos últimos dias de funcionários do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para os aeroportos não conseguiu reduzir as longas filas, causando descontentamento entre os viajantes pela dificuldade em prever com que antecedência chegar ao aeroporto.
O responsável da Casa Branca para as fronteiras, Tom Homan, explicou que o ICE ajudará a TSA "a fazer o seu trabalho em áreas que não exigem conhecimentos especializados", como vigiar uma saída, gerir filas ou controlar multidões, pelo que o seu destacamento não resolveria a falta de pessoal.
A administradora interina da TSA, Ha Nguyen McNeill, declarou esta semana no Congresso que os aeroportos registam atualmente "os tempos de espera mais longos da história" do país.
A legislação aprovada no Senado norte-americano para financiar o DHS enfrenta agora resistência de republicanos da Câmara dos Representantes, atrasando a resolução do impasse que dura há 42 dias e gerou longas filas em muitos aeroportos.
O facto de o projeto de lei aprovado na última madrugada pelo Senado, câmara alta do Congresso de maioria republicana, não financiar o ICE e a Patrulha de Fronteiras desagradou a vários congressistas republicanos.
Os democratas recusaram-se a financiar estes departamentos sem alterações nas práticas de fiscalização da imigração.
O líder republicano da Câmara de Representantes, Mike Johnson, reconheceu "frustração" com a "irresponsabilidade" dos que se opõem à legislação.
Caso Johnson não consiga convencer os renitentes da sua bancada, poderá continuar por tempo indeterminado a paralisação do DHS, que congestionou os aeroportos e impôs dificuldades financeiras a milhares de funcionários federais.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, prometeu que o seu partido continuaria a lutar para garantir que a operação de imigração "descontrolada" de Trump "não recebe mais fundos sem uma reforma séria".
O acordo financiaria grande parte do DHS, incluindo a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), a Guarda Costeira e a TSA.