Trump considera uma "afronta" decisão de limitar projeto de salão de baile na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou na quinta-feira como uma "afronta ao sistema judicial" a decisão de um juiz federal que limita o projeto do salão de baile na Casa Branca a obras apenas no subsolo.
"A atuação desde juiz, de marcado caráter político, assim como o seu excesso ilegal de poderes, saíram de controlo e está a causar um enorme prejuízo aos Estados Unidos, escreveu Trump na rede social Truth Social.
A reação do chefe de Estado norte-americano surge após o juiz Richard León ter determinado que o projeto só poderá avançar na componente subterrânea, como instalações de segurança, restringindo a construção do salão de baile tal como estava prevista.
O magistrado já tinha ordenado, há cerca de um mês, a suspensão da obra, excetuando intervenções consideradas necessárias para a segurança da Casa Branca e do presidente.
O projeto, estimado em cerca de 400 milhões de dólares (cerca de 340 euros), integra iniciativas associadas às comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos.
Donald Trump tem defendido a construção como parte do seu legado político, argumentando que a Casa Branca nunca teve um salão de baile.
A Casa Branca afirmou que a construção do salão de baile de 8.400 metros quadrados seria financiada por donativos privados, incluindo do próprio Trump.
A Casa Branca anunciou o projeto do salão de baile durante o verão e, no final de outubro, Trump demoliu a Ala Leste da Casa Branca para dar lugar a um salão de baile que teria capacidade para 999 pessoas.