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Trump impede Governo de trabalhar com empresas com políticas antidiscriminatórias

Trump impede Governo de trabalhar com empresas com políticas antidiscriminatórias

O presidente norte-americano, Donald Trump, publicou na quinta-feira um decreto que proíbe as empresas que trabalham com o Governo federal de adotarem políticas internas de combate ao racismo ou à discriminação de género.

Lusa /
Bonnie Cash - Pool via EPA

O decreto, que entra em vigor dentro de 30 dias, insere-se num contexto de ataques regulares de Donald Trump contra os programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), um conjunto de medidas frequentemente em vigor há décadas para combater a discriminação.

O Presidente republicano e muitos dos apoiantes estão convencidos de que estas medidas impedem pessoas competentes de aceder a empregos, e acusam-nas regularmente de "racismo inverso".

"A minha Administração fez progressos significativos para pôr fim à discriminação racial na sociedade americana, incluindo as atividades supostamente de `diversidade, equidade e inclusão`", escreveu Trump no decreto.

O chefe de Estado afirmou ainda que as políticas DEI aumentam os custos para os empregadores, que os repercutem nos contratos com o Governo federal.

Para obter contratos com o Governo, as empresas terão agora de incluir nos seus contratos uma cláusula de sete parágrafos, garantindo que "o contratante não se envolve em nenhuma atividade DEI de discriminação racial".

Desde o regresso ao poder, Donald Trump tem perseguido os programas DEI no seio do Governo federal, nas universidades e escolas, bem como no desporto.

Entre outras medidas, colocou em licença os funcionários federais que trabalhavam nos serviços responsáveis pela diversidade, depois de ordenar o encerramento desses programas.

Em agosto, a Administração Trump anunciou que iria "reavaliar" certas exposições nos museus Smithsonian em Washington, para eliminar o "discurso divisivo ou partidário", no âmbito da cruzada contra as manifestações de consciência social e racial, que o Presidente ridiculariza como "woke", no sentido de demasiado "progressistas".

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