Mundo
Trump recebe Netanyahu e Zelensky com as guerras em momentos críticos
O presidente norte-americano, Donald Trump, vai receber esta terça-feira, em Washington, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa altura em que as guerras do Irão e na Ucrânia atravessam fases críticas.
A última vez que Netanyahu e Trump estiveram reunidos foi em fevereiro, quando lançaram as bases para o que se tornaria uma campanha militar conjunta contra o Irão. Na altura, os dois líderes mostravam estar unidos com um objetivo comum: derrubar o regime iraniano.
No entanto, cinco meses depois, a guerra ainda se arrasta e a divergência entre os dois líderes ficou evidente, o que gerou tensões entre os dois países.
As relações entre Trump e Netanyahu deterioraram-se acentuadamente em abril, durante as negociações para um primeiro cessar-fogo entre Washington e Teerão. Donald Trump criticou duramente o seu aliado israelita, chegando a apelida-lo de “louco”, acusando-o de obstruir os esforços diplomáticos enquanto acentuava os ataques no Líbano.
As divergências que surgiram entre os dois aliados foram, no entanto, atenuadas por declarações otimistas de ambos os lados.
Em declarações a bordo do "Air Force One", na segunda-feira, Donald Trump reconheceu ter "pequenas diferenças" com Netanyahu sobre o desenvolvimento da guerra no Médio Oriente, mas garantiu que ambos continuam "muito próximos" nas suas posições.
"O Bibi tem sido ótimo", disse Trump aos jornalistas, usando o apelido do líder israelita. "Foi primeiro-ministro em tempo de guerra. Demo-nos muito bem juntos", acrescentou.
O primeiro-ministro israelita adiantou que vai discutir a situação no Irão com Trump e defender a segurança e o futuro de Israel durante o encontro desta terça-feira na Casa Branca.
"Vou a Washington para me encontrar com o nosso amigo, o presidente Donald Trump. Este é o meu oitavo encontro com ele desde que foi eleito presidente para o seu segundo mandato, mais do que com qualquer outro líder internacional. É um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade", destacou Netanyahu em declarações aos jornalistas antes de embarcar no seu voo.
"Discutiremos todos os pontos da agenda, em primeiro lugar o Irão. Naturalmente, o nosso objetivo é salvaguardar a nossa segurança e também expandir o círculo de paz à nossa volta", realçou, adiantando que o "objetivo claro" da viagem é "garantir a segurança, a força e o futuro do Estado de Israel".
Está também previsto que discutam a implementação do acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos entre Israel e o Líbano — com o objetivo de pôr fim ao estado de guerra — cuja aplicação continua a ser difícil no terreno.
Netanyahu também procura o apoio do seu aliado Trump para a sua campanha para a reeleição nas eleições de 27 de outubro. As sondagens mostram que o líder israelita está a perder apoio, com alguns a culparem o seu governo de não ter impedido o ataque do Hamas contra Israel, a 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
Zelenksy também está em Washington
Trump vai receber também Zelensky na Casa Branca. Zelensky e Netanyahu estão em Washington para participar numa cerimónia em memória do senador Lindsey Graham, um republicano que foi um dos aliados mais próximos de Trump e que tentou frequentemente persuadi-lo a prestar mais apoio à guerra na Ucrânia.
Ao contrário de Netanyahu, as relações entre o presidente norte-americano e o seu homólogo ucraniano estreitaram-se à medida que a Ucrânia conteve os avanços russos e obteve maior sucesso na guerra.
Zelensky deverá ter uma breve reunião privada com Trump na Casa Branca, provavelmente sem a presença de jornalistas, disse uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters.
Espera-se que Zelensky pressione Trump por recursos de defesa aérea urgentemente necessários e pela conclusão de um acordo de drones com os Estados Unidos. Os dois líderes deverão também discutir a promessa de Trump, feita na cimeira da NATO, de conceder à Ucrânia uma licença para produzir intercetores Patriot.
Zelensky falou na semana passada com os enviados norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, sobre as perspetivas de retomar as conversações de paz com a Rússia e disse que as autoridades ucranianas e norte-americanas poderão reunir-se nos Estados Unidos nos próximos dias.
"Com o presidente Zelensky, o presidente Trump vai discutir o processo de paz em curso entre a Rússia e a Ucrânia. Agora é o momento de pôr fim à guerra", disse o responsável da Casa Branca.
Após a reunião na Casa Branca, espera-se que Zelensky vá ao Capitólio dos EUA para um encontro com todos os 100 senadores.
A visita de Zelensky acontece após o envio de uma carta pelo Pentágono aos deputados, na qual a administração Trump informou o Congresso que não concluirá a despesa dos 400 milhões de dólares autorizados para auxílio à Ucrânia até ao ano fiscal de 2029, mesmo com Kiev a enfrentar uma grave crise económica.
c/agências
No entanto, cinco meses depois, a guerra ainda se arrasta e a divergência entre os dois líderes ficou evidente, o que gerou tensões entre os dois países.
As relações entre Trump e Netanyahu deterioraram-se acentuadamente em abril, durante as negociações para um primeiro cessar-fogo entre Washington e Teerão. Donald Trump criticou duramente o seu aliado israelita, chegando a apelida-lo de “louco”, acusando-o de obstruir os esforços diplomáticos enquanto acentuava os ataques no Líbano.
As divergências que surgiram entre os dois aliados foram, no entanto, atenuadas por declarações otimistas de ambos os lados.
Em declarações a bordo do "Air Force One", na segunda-feira, Donald Trump reconheceu ter "pequenas diferenças" com Netanyahu sobre o desenvolvimento da guerra no Médio Oriente, mas garantiu que ambos continuam "muito próximos" nas suas posições.
"O Bibi tem sido ótimo", disse Trump aos jornalistas, usando o apelido do líder israelita. "Foi primeiro-ministro em tempo de guerra. Demo-nos muito bem juntos", acrescentou.
O primeiro-ministro israelita adiantou que vai discutir a situação no Irão com Trump e defender a segurança e o futuro de Israel durante o encontro desta terça-feira na Casa Branca.
"Vou a Washington para me encontrar com o nosso amigo, o presidente Donald Trump. Este é o meu oitavo encontro com ele desde que foi eleito presidente para o seu segundo mandato, mais do que com qualquer outro líder internacional. É um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade", destacou Netanyahu em declarações aos jornalistas antes de embarcar no seu voo.
"Discutiremos todos os pontos da agenda, em primeiro lugar o Irão. Naturalmente, o nosso objetivo é salvaguardar a nossa segurança e também expandir o círculo de paz à nossa volta", realçou, adiantando que o "objetivo claro" da viagem é "garantir a segurança, a força e o futuro do Estado de Israel".
Está também previsto que discutam a implementação do acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos entre Israel e o Líbano — com o objetivo de pôr fim ao estado de guerra — cuja aplicação continua a ser difícil no terreno.
Netanyahu também procura o apoio do seu aliado Trump para a sua campanha para a reeleição nas eleições de 27 de outubro. As sondagens mostram que o líder israelita está a perder apoio, com alguns a culparem o seu governo de não ter impedido o ataque do Hamas contra Israel, a 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
Zelenksy também está em Washington
Trump vai receber também Zelensky na Casa Branca. Zelensky e Netanyahu estão em Washington para participar numa cerimónia em memória do senador Lindsey Graham, um republicano que foi um dos aliados mais próximos de Trump e que tentou frequentemente persuadi-lo a prestar mais apoio à guerra na Ucrânia.
Ao contrário de Netanyahu, as relações entre o presidente norte-americano e o seu homólogo ucraniano estreitaram-se à medida que a Ucrânia conteve os avanços russos e obteve maior sucesso na guerra.
Zelensky deverá ter uma breve reunião privada com Trump na Casa Branca, provavelmente sem a presença de jornalistas, disse uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters.
Espera-se que Zelensky pressione Trump por recursos de defesa aérea urgentemente necessários e pela conclusão de um acordo de drones com os Estados Unidos. Os dois líderes deverão também discutir a promessa de Trump, feita na cimeira da NATO, de conceder à Ucrânia uma licença para produzir intercetores Patriot.
Zelensky falou na semana passada com os enviados norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, sobre as perspetivas de retomar as conversações de paz com a Rússia e disse que as autoridades ucranianas e norte-americanas poderão reunir-se nos Estados Unidos nos próximos dias.
"Com o presidente Zelensky, o presidente Trump vai discutir o processo de paz em curso entre a Rússia e a Ucrânia. Agora é o momento de pôr fim à guerra", disse o responsável da Casa Branca.
Após a reunião na Casa Branca, espera-se que Zelensky vá ao Capitólio dos EUA para um encontro com todos os 100 senadores.
A visita de Zelensky acontece após o envio de uma carta pelo Pentágono aos deputados, na qual a administração Trump informou o Congresso que não concluirá a despesa dos 400 milhões de dólares autorizados para auxílio à Ucrânia até ao ano fiscal de 2029, mesmo com Kiev a enfrentar uma grave crise económica.
c/agências