Trump rejeitou 6 mil pedidos de indultos este mês após conceder perdão a aliados

Trump rejeitou 6 mil pedidos de indultos este mês após conceder perdão a aliados

O Presidente dos EUA, Donald Trump, negou este mês aproximadamente 6 mil pedidos de perdão de pessoas que aguardavam a sua vez enquanto concedeu amnistias aos seus aliados, segundo noticiou hoje o New York Times (NYT).

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Embora houvesse a expectativa de que a administração Trump concedesse 250 indultos para o 250.º aniversário da independência dos EUA, celebrado em 4 de julho, aqueles que solicitaram o indulto seguindo os procedimentos necessários viram os seus pedidos rejeitados, noticiou o NYT.

A rejeição dos pedidos de perdão pelo Departamento de Justiça foi comunicada numa carta datada de 14 de julho e enviada pelo procurador federal Ed Martin.

O jornal obteve uma cópia da carta, que foi enviada a todos os procuradores federais do país.

Embora estas amnistias não tenham sido concedidas, Trump perdoou seis pessoas condenadas por violarem as normas federais de emissões em 03 de julho.

"É uma grande honra para mim ter assinado o perdão para seis pessoas que foram perseguidas pelo Governo de Biden e estavam na prisão, ou prestes a serem presas, por `reparar os seus carros`", publicou Trump na sua plataforma de redes sociais, Truth Social, referindo-se ao seu antecessor na Casa Branca, o democrata Joe Biden.

O republicano, que critica frequentemente o seu antecessor, insistiu que estas condenações fizeram "parte da manipulação política e da estupidez" que o país "teve de suportar" durante o mandato do democrata, entre 2021 e 2025.

A decisão de Trump relativamente aos perdões presidenciais está em linha com as práticas que tem vindo a adotar desde que regressou à Casa Branca em janeiro de 2025, práticas que beneficiaram os seus aliados políticos.

Em destaque estão os quase 1.600 indultos concedidos a pessoas por crimes relacionados com o ataque ao Capitólio, em 06 de janeiro de 2021, após a derrota do candidato republicano nas eleições presidenciais de 2020.

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