Turquia, Suécia e Finlândia analisam processo de adesão à NATO

Turquia, Suécia e Finlândia analisam processo de adesão à NATO

Representantes da Turquia, Suécia e Finlândia reúnem-se esta sexta-feira pela primeira vez no âmbito de uma comissão de acompanhamento para analisar a abordagem dos dois países nórdicos às condições exigidas por Ancara para ratificar a sua adesão à NATO.

Lusa /
Turquia, Suécia e Finlândia avaliam o atual estado do processo de adesão à NATO dos dois países nórdicos Dado Ruvic - Reuters

Inicialmente, a Turquia, um dos 30 Estados-membros que atualmente integram a Aliança Atlântica, bloqueou a entrada dos dois países na NATO por considerar que Helsínquia e Estocolmo fornecem acolhimento e apoio a ativistas curdos e turcos, cuja extradição é exigida por Ancara.

No entanto, no final de junho e durante a cimeira da NATO em Madrid, os líderes da Aliança Atlântica decidiram iniciar o processo de admissão, após os dois países escandinavos terem chegado a acordo com a Turquia, que suspendeu o seu veto em troca de diversas condições, incluindo a extradição de alegados “terroristas”.

A 11 de agosto, a Suécia confirmou ter autorizado a extradição de um cidadão turco condenado no seu país de origem a 14 anos de prisão por fraude em 2013 e 2016, a primeira desde que a Turquia aceitou suspender o seu veto. Nesse mesmo dia, o chefe da diplomacia turca reivindicava mais medidas concretas.

A adesão de pleno direito de Helsínquia e de Estocolmo apenas será garantida após a ratificação dos protocolos de adesão pelos 30 Estados-membros, passo já dado por mais de dois terços dos aliados (21 países), grupo que não integra países como Portugal, Espanha, Grécia, República Checa, Hungria e Turquia.

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