Ucrânia. Minas russas dificultam a progressão dos blindados ocidentais
A estratégia defensiva de Moscovo em solo ucraniano, com campos de minas sobrepostas, está a travar e a danificar o equipamento bélico ocidental usado pelas tropas de Kiev. Os russos têm demonstrado "qualidades profissionais", reconhece um general ucraniano. Um outro soldado diz que há mais feridos por minas do que por artilharia: "Quando avançamos, encontramos campos minados por toda parte".
Minas sobre minasPhoto showing damaged/abadoned Ukrainian Leopard 2A6 tank and Bradley IFVs reportedly in the Orikhiv part of the front. Possible mine strikes. Also indicates the Ukraine's 47th Mechanized Brigade is taking part in the fighting.https://t.co/cBqMQcLrIw pic.twitter.com/ZbShWLPakW
— Rob Lee (@RALee85) June 9, 2023
Os campos minados estão a representar uma das maiores barreiras para o avanço da Ucrânia.
É relatado pela estação britânica que, na frente sul, há veículos blindados Mastiff fornecidos pelo Reino Unido. Os tanques terão sido danificados ou mesmo destruídos por minas russas.
Uma das muitas minas antitanque é encontrada na vila de Neskuchne, recentemente recuperada pelas Forças Armadas da Ucrânia, perto de uma das linha da frente de combate na região de Donetsk, Ucrânia, 8 de julho | Sofiia Gatilova - Reuters
A 47ª Brigada resolveu reutilizar tanques mais antigos da era soviética para limpar os campos minados.
Uma nova armaUkrainian tank with minesweeping attachment clearing mines in Eastern Ukraine. pic.twitter.com/1CI2HK8Gw4
— FarleyFella (@Farleymarley16) April 14, 2023
Um outro militar piloto de drones ucranianos, conhecido por Doc, conta que pela “primeira vez na guerra os soldados estão a ser mais feridos por minas do que por artilharia. Quando avançamos, encontramos campos minados por toda parte”.
Num dos episódios relatado por Doc, um drone gravou uma grande explosão, vitimando tropas ucranianas junto a uma trincheira russa.
Doc argumenta que as forças russas estão a usar minas controladas remotamente: "Quando nossos soldados chegam às trincheiras, eles apertam um botão fazendo a carga explodir, matando os nossos amigos".
Acrescenta que esta estratégia está a ser usada nas últimas duas semanas. Doc descreve-a como "uma nova arma".
O general Oleksandr Tarnavsky, responsável pela contraofensiva ucraniana, reconhece que os russos tem revelado "qualidades profissionais", ao impedir que as forças ucranianas "avancem rapidamente".
“Não subestimo o inimigo” afirma.
Porém, sublinha que "qualquer defesa pode ser quebrada, mas é preciso ter tempo, paciência e ações hábeis".
Tarnavsky defende que Ucrânia está “lentamente a desgastar o seu inimigo”. Sublinha que a Rússia não se importa em perder homens, e as recentes mudanças na liderança militar "significam que nem tudo está bem". O general reitera que a Ucrânia “ainda não comprometeu a principal força de ataque”.
"Devagar ou não, a ofensiva está a acontecer e de certeza que vai atingir o seu objetivo", remata.