EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Ucrânia. Peritos da Agência Internacional de Energia Atómica já estão em Zaporizhia

Ucrânia. Peritos da Agência Internacional de Energia Atómica já estão em Zaporizhia

Os especialistas da Agência Internacional de Energia Atómica já chegaram a Zaporizhia, mas apenas no sábado deverão entrar na central nuclear.

RTP /
Os membros da equipa da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) vão inspecionar os danos causados à estrutura da central pelos bombardeamentos das últimas semanas. O diretor da AIEA diz que esta missão vai demorar alguns dias, mas que o ideal seria ter uma presença permanente na central.

Entretanto, Moscovo admitiu hoje permitir que a AAIEA estabeleça uma representação permanente na central nuclear de Zaporizhia, acedendo às exigências de Kiev.

"Vamos ver os resultados iniciais da sua presença lá, primeiro. (...) Mas não descartamos essa possibilidade. O assunto está a ser analisado", disse o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Andrei Rudenko, citado pela agência Interfax.

Na rede social Telegram, o embaixador russo junto das organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov, também disse que "a Rússia saúda essa intenção" da AIEA.

O diretor-geral da agência da ONU, Rafael Grossi, confirmou hoje, antes de partir de Kiev em direção a Zaporizhia, que a missão tenciona passar vários dias na central e que a organização também pretende criar uma representação permanente nas instalações.

Rudenko sublinhou que a Rússia espera que a chegada da missão da AIEA a Zaporizhia "ajude a avaliar de forma realista" a situação da central, a maior da Europa e que está a ser submetida a bombardeamentos constantes de que Moscovo e Kiev se acusam mutuamente.

O vice-chefe da diplomacia russa também pediu uma inspeção, realizada por especialistas internacionais, para dissipar "informações falsas espalhadas pela Ucrânia e pelo Ocidente de que é a Rússia que está a bombardear a central".

A AIEA iniciou hoje uma missão de análise na central de Zaporizhia, uma das quatro centrais nucleares em operação na Ucrânia, e a maior da Europa, com seis reatores com capacidade de 1.000 megawatts cada.

A central caiu nas mãos das tropas russas em março, logo após Moscovo ter iniciado a invasão da Ucrânia, tendo sido alvo de vários bombardeamentos pelos quais Moscovo e Kiev negam responsabilidade.

Na semana passada, a central já foi brevemente desconectada da rede elétrica, pela primeira vez na sua história, depois de as linhas de energia terem sido danificadas.


c/ Lusa
PUB