Ugandês Olara Otunnu junta-se à lista de candidatos a secretário-geral das Nações Unidas

Ugandês Olara Otunnu junta-se à lista de candidatos a secretário-geral das Nações Unidas

A corrida ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas conta, desde sábado, com um sétimo candidato: o ugandês Olara Otunnu, um antigo alto responsável da organização que também foi candidato presidencial da oposição no seu país.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Nils Huenerfuerst - Unsplash

A candidatura de Otunnu, de 75 anos, foi apresentada pelo seu país de origem e anunciada no sábado pela ONU aos Estados-Membros.

Otunnu junta-se a Michelle Bachelet (Chile), María Fernanda Espinosa (Equador), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica), Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana) e Macky Sall (Senegal) na lista de candidatos à sucessão de António Guterres, que deixará o cargo a 31 de dezembro.

Olara Otunnu foi secretário-geral adjunto da ONU e representante especial para as crianças e para os conflitos armados entre 1997 e 2005, sob a liderança do então secretário-geral Kofi Annan.

O candidato foi também embaixador do Uganda junto da ONU, bem como ministro dos Negócios Estrangeiros do seu país durante um breve período. Em 2011, concorreu às eleições presidenciais pelo partido da oposição, o Uganda People`s Congress, mas foi derrotado pelo líder Yoweri Museveni, no poder desde 1986.

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU deverão realizar, a 30 de julho, uma primeira votação por escrutínio secreto para expressarem as suas preferências entre os candidatos.

Esta primeira "votação indicativa" será seguida de um número indeterminado de votações semelhantes até que um candidato obtenha os nove votos necessários, sem veto de nenhum dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia). O nome do candidato escolhido será depois transmitido à Assembleia Geral para uma nomeação formal.

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