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União Europeia considera Merkel ou Draghi como possível mediador junto de Moscovo

União Europeia considera Merkel ou Draghi como possível mediador junto de Moscovo

Os governos da União Europeia estão a discutir se o antigo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, ou a ex chanceler alemã Angela Merkel poderiam representar o bloco em eventuais negociações com o presidente russo Vladimir Putin, avança o jornal Financial Times esta quarta feira.

Cristina Sambado - RTP / Adicionar como fonte informativa
Anadolu via AFP

Segundo o jornal britânico, que cita fontes familiarizadas com o assunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia irão discutir os méritos dos possíveis candidatos numa reunião no Chipre na próxima semana.Merkel critica a falta de esforços diplomáticos da UE com a RússiaNo entanto, a ex-chanceler alemã, Angela Merkel, pediu na segunda-feira à União Europeia que redobre os seus esforços diplomáticos no conflito com a Rússia, de forma a alcançar a paz.

Em entrevista à emissora pública WDR, Angela Merkel "lamentou” que a Europa "não esteja a fazer uso suficiente do seu potencial diplomático".

Merkel sustentou que era "absolutamente justificável" prestar apoio militar à Ucrânia e criar um efeito dissuasor.

Angela Merkel liderou a Alemanha durante 16 anos, até dezembro de 2021, menos de três meses antes da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Desde então, tem sido criticada por ser demasiado branda com a Rússia e por tornar a Alemanha dependente, durante muitos anos, do fornecimento barato de energia russa.

A Alemanha tornou-se um dos principais apoiantes da Ucrânia e revitalizou a sua indústria de defesa.

"Dissuasão militar mais atividade diplomática — é isso que considero importante", insistiu.

Para a ex-chanceler alemã, "não basta" que apenas o presidente norte-americano, Donald Trump, mantenha contacto com a Rússia.

"Nós, como europeus, também temos um papel a desempenhar", enfatizou Merkel.


Questionada sobre a relevância de um mediador no conflito com Vladimir Putin, afirmou que, durante as negociações de Minsk, quando era chanceler, após a anexação da Crimeia pela Rússia, "não me ocorreria" pedir a um mediador que fosse à capital bielorrussa "para falar com Putin".

"Temos de tomar as rédeas da situação", acrescentou.

Questionado no início de maio sobre o seu candidato preferido para retomar o diálogo com os europeus, Vladimir Putin respondeu que "pessoalmente" preferia o antecessor de Angela Merkel, o ex-chanceler Gerhard Schröder.

c/agências 
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