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Unicef alerta para risco de desnutrição de 6,7 milhões de crianças

Unicef alerta para risco de desnutrição de 6,7 milhões de crianças

Cerca de 6,7 milhões de crianças com menos de cinco anos correm o risco de sofrer níveis perigosos de desnutrição este ano devido à pandemia do novo coronavírus, alertou a Unicef.

Mário Aleixo - RTP /
A desnutrição afeta cada vez mais crianças news.un.org

A partir de uma análise publicada na revista The Lancet, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) observou que 80% das crianças em risco vivem na África subsaariana e no sul da Ásia.

"Faz sete meses desde que os primeiros casos da covid-19 foram relatados e é cada vez mais claro que as repercussões da pandemia estão a prejudicar as crianças mais do que a própria doença", afirmou, em comunicado, a diretora executiva da Unicef, Henrietta Fore.

A mesma responsável lembrou que as taxas de pobreza das famílias e a insegurança alimentar aumentaram, com cortes nos serviços essenciais de nutrição e nas cadeias de abastecimento, e com acentuados aumentos nos preços dos alimentos em alguns lugares.

"Como resultado, a qualidade da dieta das crianças piorou e a taxa de desnutrição aumentará", salientou.

A análise publicada no The Lancet apontou para um possível aumento do desperdício, uma forma de desnutrição que põe em risco a vida das crianças, deixando-as muito magras e fracas.

Como a agência lembrou "desperdiçar não só pode causar a morte, mas também causa deficiências no crescimento, desenvolvimento e aprendizagem".

A Unicef estimou que cerca de 47 milhões de crianças sofreram com esse problema em 2019, antes da pandemia, e alertou que, se não houver ações urgentes, esse número poderá chegar aos 54 milhões em 2020.











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